O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 09/09/2020
O sociólogo francês Pierre Bourdieu teorizou sobre a “Violência simbólica”, no qual se destaca por ser um tipo de violência corriqueira e causadora de constrangimento. Nesse contexto,o bullying encontra eco na teoria de Bourdieu uma vez que se apresenta como repetitiva e consistente no cotidiano de muitos jovens.Assim,quando se trata do combate ao bullying fatores como a falta de orientação dos familiares e de comprometimento das instituições escolares intensificam a problemática.
É relevante apontar,de início,que o problema advém,em muito da não orientação dos familiares perante aos mais novos.Segundo a teoria da tábula rasa de John Locke,”O ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influencias”.Com base nisso,pode-se levar em consideração que as práticas adotadas pelos jovens que praticam bullying tem origem no cotidiano de sua família, em discussões,em ensinamentos e entre outros.Dessa forma,quando se falta uma orientação dos limites de certos tipos de apelidos e brincadeiras que podem machucar psicologicamente ou fisicamente um colega,por exemplo apelidos relacionados ao peso,contribui-se não só com a construção de um ser que socialmente não sabe respeitar as diferenças mas também com as práticas de bullying.
Outrossim,a falta de comprometimento com medidas contra ao bullying corrobora com a perpetuação da problemática.De acordo com a constituição de 1988,“É dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática”.Sob esse viés é possível depreender que cabe ás escolas promoverem tais práticas.No entanto,essas instituições não se mostram empenhadas em realizar constantes ações educativas que coíbam tal violência visto que basta um olhar atento sobre os ambientes escolares para perceber que não existem programas regulares ,como palestras,que oriente e eduque os jovens.Dessa maneira,o combate para tal problema é colocado cada vez mais em segundo plano pelos institutos educativos.
Portanto,em vista das problemáticas discutidas medidas são necessárias para reverter esse quadro.O governo pode promover palestras voltadas para familiares a fim de orientar a melhor maneira de se conversar sobre a violência psicológica ou física com os mais novos e assim respaldar a gravidade de se praticar esse tipo de ato.As escolas podem,em parceria com o Ministério da Educação, promover campanhas e palestras com o objetivo de ensinar os alunos a melhor forma de agir caso seja o agredido,o agressor ou quem presencia uma cena dessas.