O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 25/08/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o bullying nas escolas no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de preparo educacional no âmbito escolar, seja pela má convivência familiar do agressor.

Em primeiro lugar, é preciso destacar a importância da escola na solução de atos como o bullying. Isso porque, além da simples exposição de conteúdo, é seu dever educar o aluno para a convivência no coletivo, nas relações pessoais e profissionais. De acordo com Paulo Freire a “cultura da paz”, evidencia o papel da educação na exposição de injustiças, incentivando a colaboração, a convivência com o diferente, a intolerância. Isso comprova a necessidade de as instituições trabalharem o assunto dentro e fora da sala, combatendo a violência entre os alunos e dos próprios professores com os estudantes. Desse modo, medidas para solucionar essa realidade tornam-se fundamentais.

Outrossim, destaca-se a má convivência familiar do agressor como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que apesar de acontecer, em sua maioria, dentro das escolas, os casos de bullying também podem ser combatidos com a ajuda dos responsáveis. Para isso, porém, é necessário que o ambiente em casa seja de acolhimento, e não de repulsa. Por exemplo, no filme “Preciosa”, Claireece não tinha o apoio da sua mãe ela não ligava para os seus problemas e, inclusive, permitia abusos por parte do pai. Dessa forma, se o espaço privado não é de compreensão, os problemas na rua se agravam e, consequentemente, o isolamento do indivíduo é cada vez maior.

È evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessarte, a Mídia pode denunciar os casos a fim de conscientizar os pais mostrando a importância de o assunto ser tratado em casa. Ademais, o Ministério da Educação deve instituir nas escolas palestras ministradas por psicólogas, que discutam o combate ao bullying, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.