O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 07/09/2020
Émile Durkheim, sociólogo francês, diz que há, nas sociedades, fatos que são gerais, exteriores ao indivíduo e coercitivos. Nesse sentido, o bullying configura-se como um fato social na realidade brasileira e necessita de combate. Dessa forma, tem-se que buscar as causas do problema, que transparece seja pela ilógica normalidade social, seja pela sua normalização.
Deve-se destacar, de início, que o conceito de normalidade social é um dos contribuintes do problema. Nessa perspectiva, o filósofo Foucault constatou que, socialmente, “normal” é tudo aquilo comumente aceitável, e anormal, aquilo que é marginalizado. Sob essa ótica, é perceptível que fatores historicamente tidos como anormal, tal como cor de pele, massa corporal e sexualidade são alvos do bullying, esse, geralmente, manifestado nas escolas. Em suma, tal prática traz consequências drásticas a quem sofre, o que torna urgente a necessidade de mudança desse cenário.
Ademais, outro fator relevante é a normalização do bullying. Para o filósofo Rousseau, o homem é produto do meio e, consoante a isso, aprende desde criança quais as características “normais”, o que o leva à prática do bullying contra o dito “anormal”, visto que tem apoio social para tal. Além disso, a pratica é prejudicial para a vítima e causa problemas como baixa autoestima, ansiedade e depressão, uma vez que não se sente conectado às instituições sociais.
Portanto, algo tem que ser feito para amenizar questão. Assim como para o pacifista Nelson Mandela, “ninguém nasce odiando outra pessoa”, isso é aprendido, logo pode ser desconstruído. Nesse contexto, é necessário que o Governo, em parceria com o MEC, financie projetos que esclareça as práticas de bullying, por meio da distribuição de cartilhas para todo o corpo docente. O intuito da medida é erradicar as práticas dentro das escolas, de maneira que reflita na sociedade. Somente assim, esse problema, gradativamente, não mais será um fato social na realidade brasileira.