O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 02/09/2020

Caracterizado por atitudes agressivas, verbais ou físicas, o bullying é um grave problema presente na sociedade, principalmente entre crianças e adolescentes, desde muito tempo. Esse ato pode gerar sérias consequências à vítima, como depressão, queda de auto-estima, fobia escolar, fobia social, problemas psicológicos e, dependendo do estado emocional da pessoa, pode levar até mesmo ao suicídio.

Do outro lado existe o agressor, o que pratica a violência, muita das vezes para transparecer uma boa aparência aos colegas e obter uma boa imagem de si mesmo. Em alguns casos, o próprio praticante do bullying é alvo de violência física ou verbal dentro de sua casa, gerando um sentimento de ódio dentro de si, o que o torna uma pessoa fria e amargurada.

De acordo com uma pesquisa feita pelo IBGE, as três capitais do Brasil em que mais se registra casos de bullying são Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. E o maior número de ocorrências são em escolas particulares. Um caso recente aconteceu em Suzano, São Paulo, onde dois alunos invadiram uma escola e mataram 10 pessoas. Também em 2019, um aluno vítima de bullying constante atirou em colegas e feriu duas pessoas no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, no Paraná. Segundo a Polícia, o estudante sofria agressões verbais e físicas constantemente, o que o motivou a querer vingança.

Todos os dias, crianças e adolescentes são vítimas dessas intimidações pelo simples fato de usar óculos, ter uma maior dificuldade de aprendizagem, por ser acima do peso ou por ser abaixo do peso. Atos que, para muitos são considerados brincadeiras, podem gerar desde distúrbios psicológicos até ao suicídio. Em novembro de 2015 foi aprovada no Brasil a Lei número 13.185 que tem como objetivo prevenir e combater a prática do bullying. Atitudes como, criar o hábito de conversar com os jovens e incentivá-los a informar sobre os problemas que estão enfrentando, são formas também de prevenir a realização dessas intimidações maldosas.