O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 18/09/2020

Na obra cinematográfica “As vantagens de ser invisível” é retratada a vida de um aluno que sofre com problemas de exclusão social e bullying. Nesse sentido, a ficção não difere da realidade, uma vez que no Brasil, tal ato tornou-se banal. Ademais, a tecnologia tornou-se um facilitador na propagação de tal ódio.

Em primeiro lugar, nota-se que o pensamento da filósofa Hannah Arendt faz-se presente na atualidade. Segundo ela, quando algo é considerado comum ou rotineiro, entra na questão da banalidade, ou seja, o que é considerado errado, torna-se comum. Dessa forma, o bullying, afamado como incorreto, continua enraizado na sociedade, que o reprime, porém não toma atitudes drásticas para seu declínio. Como resultado, a vítima deste ato sofre com consequências momentâneas ou futuras, como doenças psicossomáticas, automutilação e, em casos extremos, suicídio.

Por conseguinte, com o advento da Terceira Revolução Industrial, que proporcionou o surgimento da internet, o bullying cresceu. De acordo com uma pesquisa feita com 500 adolescentes pela empresa Intel Security, mais de 60% dos entrevistados sofreram ou presenciaram o chamado cyberbullying (bullying on-line). Tal fato deve-se a fácil propagação de discursos de ódio atrelado ao anonimato. Assim, a internet torna-se um meio seletivo, hostil e injusto.

Portanto, são evidentes as consequências causadas pelo bullying. Sendo assim, concerne ao Ministério da Educação promover políticas públicas, as quais visem, por meio de uma reeducação populacional, combater tal violência no Brasil. Estas, devem ser feitas a partir de palestras em escolas, retratando as causas e consequências deste ato. Cabe ainda mencionar o Ministério da Justiça, que por meio de fiscalizações frequentes nas redes sociais, retire qualquer material de circulação que envolva violência. Com tais implementações, tal problema passará a ser uma mazela passada na história brasileira.