O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 01/10/2020

Em 13 de Março de 2019, aconteceu no Brasil, um massacre escolar no município de Suzano, estado de São Paulo. Dois alunos invadiram a escola onde estudavam, mataram sete pessoas e em seguida cometeram suicídio. Entre as motivações que levaram ao crime estavam os atos de violências repetitiva e sistemática, conhecidas como bullying, que ambos sofreram durante anos de ensino. Logo, o combate a tal prática é um assunto inevitável na sociedade brasileira. Nesse sentido, cabe discutir a  pauta, por meio de dois caminhos: são eles a educação e a aplicação efetiva da lei.

É relevante ressaltar, que são a Escola e a família as primeiras a apresentarem os jovens as diversidades, sendo assim também papel destas corrigirem e extinguirem todo tipo de intolerância desde o principio, porém não é essa a realidade. O sociólogo Emile Durkheim determinou que o Governo, a Escola e a família são instituições que formam a coesão da sociedade. Dessa maneira, o Bullying presente nesses ambientes prejudica drasticamente os jovens. Pois, umas vez que estes são expostos a agressões físicas e verbais, ficam suscetíveis a graves transtornos mentais e alimentares, assim geram-se, consequentemente, um quadro depressivo e diversas vezes o suicídio ou como no caso de Suzano, assassinato em massa. Dessa forma, a ação conjunta desses três núcleos, conforme Durkheim, é de extrema necessidade pois é uma das únicas capaz de combater  o bullying.

Ademais, mesmo promulgada a lei 13.185/2015, a grande parte das vítimas tem medo de procurar ajuda, seja por medo da reação de seus agressores, seja por saberem que essas violências acabam por serem omitidas covardemente por seus superiores ou não punidas de forma severa como deveriam. Como disse Martin Luther King “O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.” Além disso, com a evolução das tecnologias, muitos ataques passaram a serem virtuais, caracterizando Cyberbullying, nesses casos os praticantes não temem punições por conta do falsa liberdade passada por essa rede comunicativa. Logo, é papel da lei a qual pune transgressões, ser mais efetiva em sua aplicação contra os sujeitos que cometem tal crime e não deixar-los impune.

Infere-se, portanto, que ao utilizar a Educação e a Lei faz-se possível conter as práticas e consequências do bullying no Brasil. É preciso que, o Mistério da Educação juntamente com as Prefeituras Municipais insiram no ensino regular aulas contextualizadas sobre o tema, orientadas por professores capacitados, para isso seria preciso uma mudança na grande curricular fazendo uso do sexto horário,  com a finalidade de promover aos jovens conhecimento sobre o bullying e orientação de como denunciar. Outrossim, cabe ao poder executivo, mudar a legislação com punições mais severas e reeducar os sujeitos. Garantindo desse modo, uma sociedade mais harmônica e saudável.