O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 11/10/2020
No filme “Carrie, a estranha”, produzido por Stephen king, demonstra o bullying e o abuso sofridos pela protagonista, causados pelos seus colegas de escola e pela sua mãe, respectivamente. Assim como esta obra, esse tipo de prática está presente na vida de várias pessoas, especificamente estudantes, que são excluídos injustamente de qualquer atividade. Nesse sentido, a falta de participação parental, tanto na vida de quem sofre esse problema, quanto na de quem faz alguém passar por isso, e os preconceitos responsáveis por aumentar esses casos, necessitam ser revertidos.
A princípio, a ausência de diálogos dos pais para com os filhos é um dos impasses que mais contribuem para que continue essa forma de agressão. Por exemplo, em 2019 ocorreu o Massacre de Suzano, crime cometido por dois adolescentes, em que eles dispararam tiros pela escola, tirando a vida de dez pessoas. Do mesmo jeito retratado nesse caso, muitos jovens que foram vítimas do bullying acabam por desenvolver traumas psíquicos e cometem atrocidades, com outros ou consigo mesmo, ou até mesmo recorrem a repetir este tipo de ato com demais indivíduos sem nem perceber. Por isso, a participação dos progenitores na vida dos jovens é de extrema importância, pois estes, na situação que se encontram, se sentem sozinhos, restando apenas a sua família para ajudá-los a superar esses problemas, mas, infelizmente, não são todos os parentes que se preocupam com o adolescente, e isso colabora para que os sofredores desse tipo de violência sejam ainda mais reprimidos socialmente.
Ademais, o preconceito também é um grande empecilho para o combate desta problemática. Na série “Todo mundo odeia o Chris”, produzida por Chris Rock, o protagonista é tratado de forma bastante desagradável pelos outros alunos e pelo próprio diretor da escola, por ser de cor negra. Da mesma maneira, muitos casos de intimidação são baseados em algum preconceito, não sendo apenas o racismo, como também a homofobia, xenofobia etc. Assim sendo, é muitíssimo necessária a interrupção desse tipo de agressão, a fim de diminuir os casos de bullying.
Portanto, é mister que essa problemática tenha um fim. Por meio das escolas e, também, da internet, cabe ao Ministério da Cidadania (MDS) promover palestras dinâmicas, com o intuito de conscientizar a população sobre esse crime, contendo sugestões para combater essa opressão, com a finalidade de reduzir ou até mesmo acabar com essas formas de perseguição, e para que a barbaridade ocorrida em Suzano nunca mais se repita em nossa realidade.