O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 21/10/2020

Na série americana “Todo Mundo Odeia o Chris”, o protagonista sofria bullying na escola por ser o único negro, sendo isolado pelos outros alunos. Fora da ficção, esse cenário é presente no Brasil, principalmente, nas instituições de ensino fundamental e médio. Desse modo, é perceptível que o bullying é um problema na sociedade, visto que falta rigidez nas escolas para esse combate e pouco ensinamento familiar para as crianças saberem respeitar as diferenças e o próximo. Diante disso, analisar o contexto atual é fundamental para que medidas apenas sintomáticas sejam evitadas.

Em primeira análise, é notório que o bullying acentuado nas escolas é resposta de educadores não tomarem ações efetivas para combatê-lo. Segundo Foucault, na sociedade pós moderna, muitos assuntos são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa maneira, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre o significado e efeitos do bullying, o que contribui com o aumento dessa violência. Dessa forma, a falta de informação e apoio acarreta diversos entraves, como o suicídio infantil, uma infância conturbada, baixa autoestima, depressão, e indivíduos mais agressivos e inseguros. Assim, não deve ser ignorado essas consequências e sim discutido com os alunos e familiares.

Em segunda análise, outra causa para a configuração do problema é uma educação familiar deficitária. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, muitas crianças demostram atitudes agressivas e cruéis por influência familiar. Ademais, não cabe apenas a escola ensinar bons comportamentos, sendo essencial parte disso ter correspondência dos pais, para que observem e corrijam ações erradas que seus filhos venham acometer contra alguém. Outrossim, outra prática considerada crime é o cyberbullying, que é feito nas redes virtuais, o que afeta muitas crianças, sendo o Brasil o segundo país com mais casos do mundo, segundo Jornal da Record.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as escolas incentivar a fiscalização nas instituições, para garantir que a legislação seja cumprida. Também, deve por meio de aulas e palestras ensinar os alunos desde crianças sobre os impactos que o bullying gera, a fim de diminuir esses casos. Concomitantemente, é importante que a família apoie as vítimas e os agressores, oferecendo suporte, como acompanhamento com psicólogos e amparo no ambiente familiar com diálogos. Feito isso, a problemática será atenuada e não haverá o silenciamento dela como descrita por Foucault.