O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 22/10/2020

A famosa obra de Maurício de Sousa “Turma da Mônica”, tem como problemática o Cebolinha e seus insultos à Mônica. Como forma de revide, ela usa a violência para esconder os seus sentimentos feridos. Contextualizando com a realidade, o problema do bullying está bastante presente no contexto de muitos brasileiros, sendo crianças e adolescentes suas maiores vítimas, dado que a escola se torna inoperante diante dos fatos.

Em primeira análise, Karyn Bulbarelli  acredita que “Quem agride ou oprime um colega a ponto de constranger ou machucá-lo repetidas vezes expressa muita fragilidade emocional e alto nível de sofrimento psíquico”. Nesse sentido, quando se trata em combate ao bullying, apenas repreender o agressor não acabará com a situação. É necessário acolher a criança ou adolescente -sem julgamentos- a fim de estabelecer um dialogo. Muitas vezes, o agressor pode ser apenas mais um Nelson da famosa série “Os Simpsons”, um garoto que cresceu sem o amor de seus pais, e por isso ele utiliza o bullying como válvula de escape da sua realidade.

Outrossim, vale ressaltar a série e livro “13 Reasons Why” na qual retrata os porque da jovem Hannah Baker teria se suicidado. Dentre os motivos, o bullying e a omissão da escola, fizeram com que ela tivesse um desfecho fatal. Assim como na ficção, o bullying está em diversas escolas brasileiras, deste modo seria de responsabilidade da instituição fazer o ato ser cessado. Infelizmente a realidade não condiz com a teoria, visto que o modelo educacional brasileiro tende a fingir que o problema é inexistente. Ainda assim, aquelas que conseguem enxergar o bullying dentro da instituição, acreditam que apenas o uso de cartazes com mensagens anti-bullying é o suficiente.

Dessa forma, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, urge que o Ministério da Educação (MEC), disponibilize cursos para os professores de como devem agir em situações de bullying, além disso cabe ao MEC a contratação de psicólogos para as escolas brasileiras, com o objetivo de criarem gincanas voltadas para o respeito e a proporcionar um espaço onde todos poderão se sentir confortáveis em discutir os seus sentimentos. Também cabe aos pais, o papel de dialogar com os seus filhos, aconselhando-os a não praticarem e nem serem omissos ao bullying. Com isso, fará com que os casos semelhantes à da Mônica e o Cebolinha se tornem cada vez menos comum.