O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 23/10/2020

O filme norte- americano de 1994, Forrest Gump, que relata o desenvolvimento de Forrest, cujo na infância sofreu diversas humilhações pelos colegas e, venceu à vida lutando contra as desigualdades sociais, retrata, também, às angústias da vítima do bullying. Todavia, o problema que foi apresentado no filme não recebe importância no Brasil. Fora da ficção, é visível que a narrativa do filme é comparada com a sociedade brasileira, seja pela desigualdade social, seja pela negligência do Estado, o que indica impedimento à prevenção.

De ínicio, vale ressaltar que, paralelo ao bullying, desigualdade social é o principal fator. Segundo a pesquisa realizada pelas Nações Unidas em 2016, em média, 50 mil crianças e jovens de 18 países, já foram oprimidas por justificações como país de origem, etnia, aparência física ou gênero. Nesse sentido, tal reflexão se encaixa ao filme Forrest Gump, o qual o protagonista em sua infância é rebaixado por haver problemas físicos e baixo quociente intelectual. Assim, não é aceitável que o bullying seja desvalorizado pelos brasileiros.

Outrossim, há uma omissão do Estado quando trata-se da problemática, falhando nas políticas de desigualdade social e regional. De acordo com a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 3, é dever do Estado promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Entretanto, no Brasil, 43% das crianças e jovens já foram alvos de bullyings, com possibilidades de traumas e crises psicológicas. Nesse contexto, é indubitável a reforma de valores do governo.

Portanto, diante do exposto, é imperioso que o Estado tome medidas eficientes e imediatas para amenizar o cenário atual. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação( MEC) crie, por meio de verbas públicas, programas e métodos nos meios de comunicação que retrata as consequências e danos que sucede em pessoas que são ridicularizadas pelo bullying, o projeto cujo receberia o nome de ’’ Respeito ao Próximo’’. Somente assim, será possível construir uma sociedade livre, justa e solidária, como o artigo 3 da Constituição Federal prevê.