O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 30/10/2020
Um dos assuntos mais comentados dos últimos tempos é o crescimento de casos de bullying no Brasil e no mundo. Tragédias como as chacinas nas escolas americanas, e recentemente no Brasil, criaram questionamentos difíceis de compreender. Resultado de uma cultura de intolerância as diferenças, o bullying é o efeito colateral de um tipo de violência que existe desde a mais nova idade. Quem nunca presenciou um caso de ‘’intimidação’’ sem sentido, ou pura humilhação contra um outro colega, isso não acontece por mero acaso, visto que a maioria dos intimidadores sistemáticos têm histórico de violência doméstica ou de problemas emocionais/psicológicos graves. Apesar da questão ser difícil de controlar, por se manifestar em ambientes escolares, onde os pais não têm controle, é também dever do Estado criar projetos que visam a inibição de casos de bullying e maior envolvimento das escolas e seus integrantes para evitar novas vítimas.
As estatísticas mostram que 17,5% dos estudantes de escolas brasileiras, na faixa de 15 anos, relataram terem sido vítimas de algum tipo de bullying. Ou seja, um em cada dez jovens já sofreu esse problema. Realidade que está criando uma geração de jovens cada vez mais violentos, ansiosos, depressivos e, em muitos casos, com sérias tendências suicidas. Em especial nessa nova era das redes sociais, onde o bullying encontrou um novo meio extremamente difícil de controlar: o cyberbullying.
Fica claro, portanto, que é inegável reconhecer o avanço com o reconhecimento do problema por parte do Governo Federal com a sanção da Lei do Antibullying. Para torná-la ainda mais eficaz, o Ministério da Educação deveria criar treinamento adequado para professores das redes de ensino pública e particular, a fim de prepará-los para lidar com possíveis casos de violência entre alunos em seus ambientes de trabalho. É importante ressaltar a importância da permanência de profissional da área de psicologia nas unidades de ensino para auxiliar as vítimas do bullying. O apoio do Governo Federal, através de campanha nas principais mídias abertas do país, alertando a população sobre o problema e convocando os pais para uma maior participação na vida escolar de seus filhos teria um efeito positivo junto as iniciativas sugeridas. Ressaltar, mais uma vez, a necessidade de fiscalização adequada nas escolas a fim de que a lei seja cumprida com rigor. Dessa forma, as instituições de ensino deverão se envolver mais ativamente na solução do problema, convocando maior envolvimento dos pais dos alunos e, desta forma, evitando mais casos infelizes de crimes e suicídios causados por bullying e cyberbullying.