O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 11/11/2020
Na série “13 Reasons Why”, é mostrado como os alunos da rede de ensino americano sofrem por constantes exclusões e agressões, físicas e verbais. De maneira análoga a série, no Brasil, o bullying ainda é frequente nas escolas, onde, uma parte dos alunos estão sujeitos a enfrentarem a violência por parte dos seus colegas, o que provoca problemas de baixo autoconfiança para a vítima. Tal fato se deve não só à discriminação existente pelos agressores, como também à falta de preparo nas escolas, ao desenvolverem poucas áreas do conhecimento.
Em primeiro plano, vale ressaltar que uma parcela dos jovens brasileiros estão sujeitos a se sentirem excluídos de grupos ou passar por atos de violência, por questões de preconceito com sua aparência física ou pelo seu jeito. Tendo isso em vista, como dizia o escritor Ivênio Hermes, “Todo tipo de descriminação é uma forma de incitar a violência”. Desse modo, os atos discriminatórios agravam ainda mais as agressões, verbais ou físicas, que por consequência corroboram para permanência dos atos de bullying.
Em segundo plano, outro fator determinante para o problema é a pouca capacidade das instituições de ensino ao lidar com a situação, a qual não estimula os indivíduos a desenvolverem habilidades sociais. Como referência para comprovar essas limitações, vale destacar o entendimento das múltiplas inteligências do sociólogo Howard Gardner, quem discutiu sobre a consagração, mesmo insuficiente, das aptidões intelectuais humanas. Desse modo, como a educação brasileira está voltada para as inteligências linguísticas e lógicas, ocorre, por consequência, a falta de estímulo ao desenvolvimento da área do conhecimento interpessoal. Como resultado, os alunos são mais susceptíveis a não respeitarem as regras de convivência social, os quais continuam praticando violência.
Diante disso, pode-se perceber que o bullying ainda interfere na vida de diversos estudantes brasileiros. Dessa maneira, é imperativo que o Ministério da Educação, crie programas, que promova, de maneira efetiva as relações entre as pessoas, pelo estímulo das escolas para desenvolver essa área do conhecimento, para que assim, os agressores sejam instruídos a não julgar as diferenças. Logo o ambiente escolar, no Brasil, se tornará propicio a ações de agressões e exclusões.