O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 06/11/2020

Intimidação, violência física e verbal. Esses fatores são as principais causas do bullying existente no âmbito escolar, nos quais podem provocar consequências drásticas no emocional e no aprendizado dos alunos, o que urge a necessidade de combater essa problemática de forma mais eficaz. Nesse aspecto, é válido analisar a carência de medidas de prevenção ao bullying nas escolas no que diz respeito a relação entre estudantes e professores.

Em primeira análise, a ausência de uma educação intelectual voltada para a formação do caráter é um dos desafios a serem superados. Isso porque o método tradicional de ensino escolar está dirigido apenas para o conteúdo programático, sem trabalhar a construção da personalidade e do senso crítico dos alunos. Essa situação dialoga com a ideia do educador Paulo Freire, na qual ele defende que uma educação inovadora ultrapassa os limites da apreensão de informações e deve avançar para o intelecto dos indivíduos. Dessa forma, é perceptível que para combater o bullying é preciso que as instituições educadoras forme pessoas mais empáticas e responsáveis pelas suas ações.

Além disso, a importância de trabalhar o desenvolvimento socioemocional dos adolescentes em casa e nas escolas, também é uma medida que ajuda a eliminar os casos de intimidação. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações líquidas na sociedade tem formado seres humanos sensíveis, com o surgimento de doenças psicossomáticas como a ansiedade e depressão, o que ocorre semelhantemente com as vítimas do bullying que sofre essa violência, principalmente, pela sua aparência física, corroborando, assim, para o surgimento desses transtornos. Diante disso, é essencial que a família e a equipe pedagógica fortaleça o emocional dos alunos e os ajude a aprender a lidar com situações conflituosas.

Fica claro, portanto, a necessidade de reverter esse quadro mediante políticas públicas educativas. Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com os pais e docentes, a realização de reuniões semanais, por meio da promoção de palestras sobre a criminalização do bullying, com o intuito de conscientizar os adolescentes sobre as possíveis punições por essas práticas, para que eles criem um senso crítico de se responsabilizar pelos seus atos. Ademais, é importante que nessas conferencias haja a participação de psicopedagogos para capacitar os professores na identificação e na forma de lidar com os conflitos entre os alunos, além de fortalecer a saúde mental de cada indivíduo. E, com essas medidas, pode-se combater esse impasse e tornar a educação revolucionária como defende Paulo Freire.