O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 16/11/2020
No ano de 2001, o Brasil ficou marcado pelo crime do Massacre de Realengo, que ocorreu na escola Tasso da Silveira, protagonizado por um ex-aluno que fora vítima de ‘‘bullying’’. A persistência da intimidação sistemática, nesse sentido, propicia a reincidência de casos como o de 19 anos atrás, como demonstrado em 2019, na escola Raul Brasil. Assim, a manutenção da opressão nas educação, seja pela omissão estatal, seja pela maldade humana, deve ser combatida.
Em primeira análise, verifica-se o silêncio das autoridades e diretores em relação ao ‘‘bullying’’, constantemente minimizado e ignorado. Nessa perspectiva, o filósofo John Locke afirma que o cidadão, ao submeter-se ao Estado, cede parte de sua liberdade para que seja propiciada segurança aos indivíduos. Ocorre que, no entanto, isso é descumprido no Brasil, pois a gestão governamental e seus representantes ignoram um problema estrutural que restringe a liberdade dos alunos, e, assim, fere o exposto por Locke. Desse modo, a exclusão torna-se a regra, e a inclusão, a exceção.
Ademais, a violência sistemática evidencia a maldade humana. Nesse seguimento, a filósofa Hannah Arendt desenvolveu o conceito de ‘‘banalidade do mal’’, segundo o qual atitudes cruéis são comuns no cotidiano moderno e tornam a sociedade caótica. Dessa forma, deve combater-se a cultura de hostilidade incrustada no país, a começar pelas escolas, formadoras do caráter e da moral do indivíduo, a fim de tornar a nação livre, acolhedora e fraterna.
Portanto, para solucionar a situação do ‘‘bullying’’ no país, urge que as escolas, em parceria com assistentes sociais e a sociedade em geral, promovam o combate à violência psicológica e física no ambiente de estudos. Isso poderia ser feito pro meio de encontros, com a finalidade de estimular a união e inclusão dos alunos, em um projeto de brincadeiras e palestras que incentivassem a amizade, que seria chamado de ‘‘Escola Presente’’. Dessa maneira, a nação livraria-se da chaga que representa a opressão estrutural na educação brasileira.