O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 12/11/2020

Segundo Jean Jacques Rousseau, “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. A partir dessa máxima, observa-se que o bullying está inserido há séculos na sociedade, ressaltando as diferenças entre os indivíduos e utilizando deste fato para humilhar ou ridicularizar o próximo. Dessarte, quando se fala sobre bullying, o Brasil é um dos países com maior incidência desse crime, sendo duas vezes maior do que a média internacional. Portanto, a problemática necessita ser solucionada de forma urgente.

Perante o problema, é válido ressaltar que o bullying é um crime fortemente enraizado na sociedade, o filme “Meninas Malvadas é um exemplo desse infortúnio, a obra retrata a chegada da adolescente Cady Heron educada por seus pais em sua casa na África, ao chegar em sua nova escola, ela recebe uma rápida introdução às “leis de popularidade” que existem no colégio e passa a sofrer com as tais leis devido à sua criação. Diante disso, comprova-se que uma das maiores formas de propagação de tal forma de violência é através das escolas e das redes sociais com o “cyberbullying” - forma de assediar ou humilhar o outro através das plataformas digitais. Através de tais fatos é possível notar que a questão está agregada no âmbito social brasileiro, e que necessita de notícias que retratem sua gravidade.

Outrossim, é necessário exibir uma pesquisa realizada pelo PISA - Programa de Avaliação de Estudantes - efetuada em 2019, no Brasil, aproximadamente 50% dos jovens e/ou crianças já sofreram bullying, seja por etnia, gênero, classe social, orientação sexual ou aparência física. Vagarosamente, a existência desse crime está sendo normalizada, onde os agressores - em sua maioria - ficam impunes aos seus atos, enquanto a vítima pode levar traumas para a vida, tendo a capacidade de se tornar um indivíduo com distúrbios psicológicos ou um futuro agressor, diante de seus traumas armazenados.          Com base nas informações, é lícito concluir que há a necessidade de adotar medidas para extinguir o problema. De tal modo, as escolas - desde o ensino básico - devem abordar o tema com o objetivo de exibir a gravidade da questão e como combate-la, enquanto as faculdades formam profissionais capacitados para lidar com a situação. Juntamente, o MEC - Ministério da Educação - deve criar uma Lei Antibullying que culpabilize o agressor, além de disponibilizar psicólogos nas redes de ensino, para que as vítimas tenham a quem recorrer em caso de agressão psicológica e amedrontamento. Através das medidas, é possível criar futuras sociedades respeitosas e conscientes com o bullying.