O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 14/11/2020
Durante o confinamento na pandemia do COVID-19, mais de 60% dos jovens alegam terem sido vítimas de cyberbullying, segundo o jornal “Público”. Diante de tamanha porcentagem, é notória a gravidade da situação que é principalmente oriunda e voltada para os adolescentes, seja na escola ou outro local, e agora nas redes sociais também. Grande parte da causa desses casos é resultante da negligência, sobretudo familiar, e o padrão social estético atual, que sufoca e oprime as pessoas até gerarem consequências sérias e imutáveis. Logo, nota-se a necessidade de medidas.
Primeiramente, há muitas vezes ocorrem situações em que os adolescentes são expostos a violência e opressão no ambiente familiar, e logo que cresce com essas atitudes, acostuma-se com elas, pensando ser o certo ou o normal, e pratica em outros ambientes, em especial no âmbito escolar, levando ao conhecido bullying. Tal raciocínio é comprovado através de uma pesquisa em Uberaba, Minas Gerais, feita com estudantes de 10 a 19 anos de escolas públicas, na qual a maioria dos jovens sem envolvimento com o bullying tinham melhores relações familiares, através da demonstração de afeto, cuidado e comunicação.
Em segunda análise, ocorre o fator do padrão corporal e comportamental, muito divulgado pela mídia e rejeita os diferentes do “perfeito”, levando a exclusão e, muitas vezes, humilhação destes. Dado que, com a pressão de se encaixar em tal modelo ideal que é aceito para não sofrer bullying, muitas vezes o jovem acaba por adquirir problemas psicológicos, sendo a depressão e a ansiedade e, em piores casos, levar ao suicídio ou homicídio. Prova disso é visto no livro “Por Lugares Incríveis” que, o protagonista Finch, diante de seu comportamento singular, foi tachado como “Aberração” entre seus colegas, e mesmo demonstrando letargia e sintomas depressivos, a intimidação sistemática continuou, e então calhar em seu suicídio.
Logo, observa-se com nitidez a necessidade de medidas atenuantes para essa problemática. Através de apoio psicológico dentro das escolas e supervisão de professores capacitados, por intermédio do Estado, e também maior propaganda antibullying e quebra de estereótipos e padrões sociais na mídia social propagada pela própria, é possível reduzir esse nível preocupante e situação grave em que se encontra o âmbito social brasileiro.