O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 14/11/2020

Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele mudando de percurso, o bullying é um problema no Brasil. Com isso, ao invés de agir como a força capaz de mudar esse movimento, a falta de diálogo da vítima com a família e a baixa preocupação da escola contribuem para que esse movimento permaneça de forma errônea, dificultando o combate ao bullying no Brasil.

É relevante abordar, primeiramente, que um dos fatores para que esse problema continue é a ausência de diálogo com a família. Esse fator é visto no filme ‘‘Deixe-me Entrar’’, a trama conta a história de uma jovem vítima de bullying, que com vergonha de conversar com os familiares, enfrenta as gozações sozinha e desenvolve um quadro depressivo. Fora do filme, essa é a realidade de muitas crianças e adolescentes, que preferem esconder dos familiares os abusos sofridos, e assim como no filme, as consequências são o desenvolvimento de doenças como depressão e ansiedade. Em suma, a falta de conversa com os responsáveis dificulta ainda mais o combate ao bullying em território brasileiro.

Ademais, outro agente que fomenta para que esse movimento permaneça de maneira errada é a pouca preocupação da escola. Tal agente foi notório na cidade de Suzano, onde dois jovens vítimas de bullying entraram armados em uma escola e fizeram uma chacina, os mesmos já haviam reclamado diversas vezes aos núcleos escolares dos abusos que vinham sofrendo. Todavia, a rede de ensino não se prontificou em ajudá-los e nem orientaram os agressores a pararem. Nessa linha de pensamento, o bullying acarreta em problemas psicológicos e auxilia para atitudes violentas. Logo, é inquestionável o papel da falta de conversa com os pais e na falta de interferência das escolas quando se diz respeito a permanência do bullying no Brasil.

Evidencia-se, portanto, que essa problemática continua no mesmo caminho, prejudicando a vida de crianças e adolescentes. Nesse viés, cabe aos responsáveis, por meio de conversas, orientarem seus filhos a sempre contarem se estiverem com problemas, a fim de que eles não desenvolvam problemas psicológicos, como no filme ‘‘Deixe-me Entrar’’. Em adição, as redes de ensino, com o auxílio de campanhas e palestras, sempre tentarem combater o bullying, com a contratação de psicólogos, tem de orientar os estudantes a buscar ajudar e dar advertência aos agressores, com o intuito de que não ocorra nenhuma tragédia, assim como em Suzano e que o ambiente escolar se torne seguro. Somente assim, o Brasil combateria o bullying e o percurso citado por Newton seria mudado.