O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 17/11/2020
Na manhã do dia 7 de abril de 2017 ocorreu o Massacre de Realengo, o maior atentado escolar que já acontecera no Brasil, um dos motivos foi o bullying sofrido pelo criminoso quando estudante. Ora, a morte de 12 crianças inocentes é oriunda, em verdade, da divulgação da desinformação acerca da violência sistemática, bem como, da incapacitação profissional dos educadores e professores tangente à agressão metódica. Assim sendo, medidas devem ser tomadas para impedir a repetição de episódios trágicos como o supracitado.
Primeiramente, conforme o acertadamente dito por Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, a maneira mais eficaz para reduzir a zombaria ininterrupta, é a educação adequada. Porém, mesmo com os investimentos estatais na área, a violência insistente prevalece nas escolas, isso porque, sobretudo, a desinformação é propagada, pois a maior parte dos materiais didáticos do assunto é errôneo e incompleto, confundindo os responsáveis e educadores no seguimento do proceder, acarretando ineficácias contínuas contra a violência sistemática.
Em segunda análise, há a incapacitação profissional dos professores, fato verificável em dados divulgados pelo IBGE como: 17,5% dos estudantes entrevistados afirmam ter sofrido bullying “algumas vezes por mês”. Ademais, certamente, a adição de conteúdos sobre o enfrentamento ao assédio frequente, diminuiria os males provenientes dessas práticas, tanto às vítimas, quanto aos agressores e testemunhas, assim como, episódios como o do dia 7 de abril de 2017.
Sendo assim, o Ministério da Educação deveria investir mais na divulgação correta das informações e definições da humilhação recorrente, bem como na agregação de disciplinas relativas à perseguição organizada, a fim de evitar mais absurdos tais quais o Massacre de Realengo .