O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 16/11/2020
No filme americano “The D.U.F.F” dirigido por Ari Sandel, retrata a vida de uma adolescente, interpretada por Mae Whitman, que sofria bullying por não se encaixar nos estereótipos criados pela sociedade, ela ficou conhecida como a DUFF (sigla para amiga feia que serve para as outras parecerem mais bonitas). Fora dos limites ficcionais, assim como no filme, agressões sistemáticas se tornaram comum em ambientes escolares, podendo gerar consequências irreparáveis tanto para as vitimas quanto para o agressor. Tal situação se agrava, sobretudo, devido ausência de amparo psicológico e a negligência familiar em reconhecer que seu protegido está sofrendo bullying.
Em primeira análise, a falta de assistência psicológica para os indivíduos envolvidos em tal ato, o intensifica. Isso ocorre, muitas vezes, a partir das dificuldades familiares, ou até, psicológicas que o agressor é submetido, portanto é evidente que se o mesmo julgar os outros, se sinta superior e mais forte, de tal modo, que uma ajuda de profissionais é importante para amenizar tal fato. Já o sujeito agredido deve ser levado a um psicólogo o mais rápido possível, afim de evitar que o mesmo acometa contra sua própria vida. Prova disso, foi um estudo realizado no Reino Unido, o qual revelou que pelos menos 17% dos adolescente, entre 11 e 16 anos, já consideraram se suicidar por conta da perseguição sofrida. Assim, nota-se que a falta de ajuda psicológica é um fator que colabora pra esse cenário.
Em segunda análise, é necessário ressaltar que a falta de informação para reconhecer tal agressão pela família intensifica tal problemática. De modo que, seu protegido fique sem apoio para lidar com tal situação, pois tem vergonha de contar que está com problemas, por conta que, este cenário já foi normalizado pela sociedade, sendo considerado uma brincadeira entre amigos. No entanto, essa brincadeira pode levar ao indivíduo sérios problemas psicológicos. Prova disso, é o massacre de Suzano, no qual dois ex-alunos que sofriam bullying no colégio, entraram na escola armados e mataram 7 pessoas, que somente chegou ao final com a morte de um atirador pelo comparsa, que em seguida se suicidou, seus responsáveis não puderam fazer nada para evitar a tragédia. Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar tal situação, de modo que possa evitar perdas irreparáveis.
Dessa forma, é evidente o quão intenso é o problema da agressão sistemática. É necessária, portanto, uma ação conjunta do MEC com o Ministério da Saúde, levar psicólogos para todos os colégios, a fim de evitar que os problemas se agravem. Concomitantemente, o Ministério da Educação e Cultura -principal órgão responsável por gerir os projetos educacionais no país- deve levar conhecimento a todas as pessoas para que reconheçam tal atitude e que possam interferir, a fim de não deixar que se torne algo normal.