O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 17/11/2020

Grandes passos contra o bullying

Em “Atypical”, série da Netflix lançada em 2018, o personagem Sam lida com a exaustiva rotina do bullying no ambiente escolar. Sofrendo com o autismo e convivendo com a pressão de ser diferente, o menino de 18 anos, protegido pela mãe, precisava lidar com as humilhações em sala de aula, alimentando o seu isolamento e, o distanciando da socialização escolar. No Brasil, nos últimos anos a prática de violência verbal e física sem motivo aparente, denominada como bullying vem crescendo de forma estarrecedora, porém, a verdadeira preocupação só chegou as instituições de ensino em 2016, ano em que a prevenção e o combate a prática tornou-se lei no país. Isso confirma que diferente da realidade estadunidense, a luta aqui é recente e precisa ser valorizada.

Primeiramente, é preciso ressaltar a importância da escola na solução de práticas como o bullying. Dado que além da simples exposição de conteúdo, é seu dever educar o aluno para a convivência em sociedade, bem como no coletivo, nas relações pessoais e profissionais. Paulo Freire citava uma “cultura de paz”, apontando o papel da educação na exposição de injustiças, e incentivando outros diversos fatores como a colaboração, a convivência com o diferente e a tolerância. Isso comprova a necessidade de se trabalhar o assunto dentro e fora de sala, combatendo a violência entre alunos e próprios professores com estudantes. Incluindo também outro agente muito importante nessa luta: a família.

Apesar de acontecerem em sua maioria, dentro das escolas, os casos de bullying podem ser combatidos também com a ajuda dos pais. Para isso, é necessário que o ambiente em casa seja de acolhimento, e não de aversão. Na série, a mãe de Sam priva o filho, não permitindo que ele conquiste aos poucos sua independência e, inclusive não permitia que ele tomasse suas próprias decisões. Se o espaço de convivência não é de compreensão, os problemas exteriores se agravam, e consequentemente o isolamento do adolescente é cada vez maior.

Torna-se evidente a importância da participação da instituição de ensino e dos responsáveis nessa luta. Em um primeiro momento o poder público, criador da lei que incentiva o combate a prática, pode monitorar os métodos utilizados nas escolas e colocar em prática o que está no Diário Oficial, contratando inclusive profissionais capacitados como psicólogos para atuação no ambiente escolar. Observando assim cada aluno e a convivência diária entre os adolescentes, para amenizar o problema.