O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 18/11/2020
No filme “Carrie, a estranha”, a protagonista sofre bullying por conta de sua mãe desiquilibrada, uma fanática religiosa. Após ser humilhada no baile da escola na frente de todos, Carrie se vinga de seus opressores. Fora dos limites da fantasia, infelizmente, essa é uma realidade das escolas brasileiras. Nesse contexto, constata-se que tal problema estabelece, principalmente, devido a falta de profissionais capacitados para lidar com tal situação e à negligência familiar, necessitando de medidas para atenuar essa questão.
Em primeira análise, vale destacar que a omissão e o descaso escolar é um agravante para o problema. Isso porque, normalmente, não há ações efetivas de prevenção às práticas violentas entre os estudantes. Dessa forma, as agressões não são contidas, favorecendo seu prolongamento. Consequentemente, devido ao desamparo que os atinge, muitos jovens desenvolvem doenças psíquicas como psicoses e o transtorno explosivo intermitente, que podem, inclusive, culminar ataques violentos. Prova disso foi o ocorrido em Goiânia, em que uma menina de 14 anos, por sofrer bullying, atirou contra colegas, matando duas pessoas. Sendo assim, é nítida a importância da participação da escola na vida dos estudantes.
Além disso, vale ressaltar que a desatenção familiar acerca da vida dos filhos, agrava a questão discutida. Isso ocorre, muitas vezes, pelo excesso de trabalho e o ritmo acelerado da vida que fica mais intenso na contemporaneidade, dificultando, por consequência, o diálogo entre o adolescente e o seu responsável. Nesse cenário, os adultos não percebem a mudança de comportamento dos jovens, dessa forma, não conseguem evitar que tragédias quando estão prestes a acontecer. Prova disso foi uma pesquisa efetuada pela Universidade Federal de São Paulo, que conquistou que entre 2006 e 2015 a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 19 anos teve um crescimento de 24%, nas seis maiores cidades do país. Sendo assim, fica evidente o quanto a participação dos responsáveis na vida dos adolescentes é de extrema importância.
Portanto, o combate do bullying, no Brasil, apresenta barreiras preocupantes. Para amenizar esse cenário, o MEC dever-se-á promover disciplinas nas licenciaturas de como tratar o bullying na sala de aula, o que é melhor a se fazer. Concomitantemente, o Ministério da saúde, como responsável pela administração e manutenção da saúde pública do país, precisar-se-á promover campanhas para conscientizar os responsáveis a se atentarem aos adolescentes e informar as mudanças de comportamento dos jovens que provavelmente pensam em suicídio, para assim evitar possíveis tragédias. Dessa maneira, dar-se-á o primeiro passo para mudar tal situação.