O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 17/11/2020

Na obra” It a coisa” escrito por Stephen King há uma situação de bullying com um garoto negro, alguns estudantes atolam um rapaz com lama e o espancam, chamando-o por diversos apelidos pejorativos. Em paralelo a ficção Americana temos a realidade brasileira, na qual milhares de jovens são submetidos a situações significativamente prejudiciais pra saúde mental. Em uma fase tão precoce estão sendo expostos a humilhação e desprezo. Visto o descaso das instituições escolares a falta de um suporte familiar estruturado, é imprescindível que medidas sejam tomadas para amenizar as consequências psicológicas futuras dessa problemática.

Em primeiro plano é fundamental analisar o impacto do colégio no desenvolvimento do indivíduo, baseado na teoria comportamental de Herbert Alexander, que prevê as necessidades básicas de um indivíduo sendo, entre outras, a aceitação do meio, um local que gere constante frustração social e desprezo nos relacionamento, assim como a atitude de indiferença no silêncio dos demais ferem o indivíduo, as consequências psicológicas disso se mostram no alto índice de suicídio adolescente em paralelo as estatísticas de bullying

Em segunda analise, não se pode descartar a impregnação de um padrão de comportamento social, não propriamente relacionado a moral do indivíduo, mas sim ao seu nível de aprovação interpessoal, não se julga a intenção do ato, se julga o quanto isso seria aprovado. Todo bullying tem como “justificativa” a diferença, reprova-se tudo que não se encaixa no esperado no próximo na tentativa de obter aceitação própria. Isso se deve a busca doentia de afeto. A carência é resultado de uma negligência familiar de ambientes desestruturados, quando não se consegue a sensação de segurança em casa, a criança fará de tudo para tê-la no externo, inclusive a inferiorização do próximo, que é temida pelo próprio agressor, se afoga o medo do desprezo coletivo na aprovação alheia de um ato desumano.

Visto a urgência social da problemática da exposição infantil a ambientes de insegurança emocional é necessário que o ministério da educação invista em pesquisas na área neurológica pediátrica na busca de experimentos sociais didáticos que tragam para as crianças um senso de empatia, tornando assim o ambiente escolar socialmente saudável, une-se isso ao investimento nos cursos de licenciatura para que aja um entendimento profissional profundo de psicopedagogia, para que se possa dar suporte tanto para o agressor quanto para  vítima. Isso se dá com a valorização financeira e cultural do professor, humanizando assim as relações no colégio. Desse modo se desconstrói a necessidade doentia de valorização, visto que isso será tratado com auxilio pedagógico