O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 18/11/2020

No filme de animação japonesa ‘’Koe no Katachi’’, traduzido pela Netflix como ‘’A Voz do Silêncio’’, a personagem Nishimiya sofre bullying de forma física e psicológica pelos colegas de sua nova escola por apresentar deficiência auditiva. Durante a trama é possível acompanhar as consequências que isso implicou em sua adolescência levando a tentativas de suicídio. Fora dos limites ficcionais, a realidade brasileira, infelizmente, não se apresenta distante disso: segundo o IBGE, 47% dos estudantes brasileiros já sofreu ou sofre ainda hoje bullying. Essa problemática se dá principalmente pelo estranhamento por parte dos agressores quanto a diversidade da vitima e a falta de capacidade das escolas em combater o bullying.

Primeiramente, vale ressaltar que o bullying atinge mais pessoas com singularidades físicas e/ou psicológicas do que as consideradas ‘’normais’’. Isso se deve principalmente graças ao estranhamento por parte de crianças e adolescentes quanto a diversidade, julgando-as inferiores por serem diferentes. Isso faz a vítima realmente se menosprezar, causando o isolamento coletivo ou até mesmo voluntário da própria vítima; futuramente podendo se agravar para uma fobia social ou desenvolvimento de depressão, ademais os desafios pessoais de ter deficiência física ou psicológica. Prova disso é que segundo a G1 (portal de noticias virtual), uma a cada quatro pessoas com deficiência já sofreram bullying, enquanto apenas uma em cada dez pessoas consideradas ‘’normais’’ afirmam terem sofrido bullying.

Em segunda análise, a falta de preparo por parte da escola em combater o bullying, o que agrava ainda mais a situação. Isso ocorre, pois, os corpos docentes, da maioria das escolas, não recebem instruções de como lidar com esse tipo de situação. Isso inclui os chamados ‘’espectadores’’, ou seja, aqueles alunos que assistem à cena de bullying sem fazer nada a respeito. Isso tudo dificulta ainda mais solução dessa problemática, pois, nos raros casos em que a vítima tenta comunicar á escola, ela como instituição não sabe o que fazer, não dando outra opção aos pais da vitima, se não transferir a vitima de colégio. Prova disso é o próprio filme ‘’Koe no Katachi’’, no qual Nishmiya saí da escola, após vários casos recorrentes de bullying, onde só foi falado abertamente após ela se retirar da instituição.

Em face de tais informações, portanto, é lícito concluir a necessidade de amenizar o problema. Dessa forma, cabe o MEC (ministério da educação e cultura), como principal meio de educação do Brasil, implantar psicólogos em escolas públicas através de concursos públicos, para que o mesmo acompanhe o dia a dia dos alunos e professores podendo, portanto, ajudar em qualquer situação de bullying e garantir a inclusão de quaisquer tipo alunos em sala de aula.