O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 23/11/2020
“A violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta, é sempre uma derrota.” Essa frase de Jean Paul Sartre representa, de modo atemporal, a questão do bullying no Brasil, tendo em vista que essa hostilidade é um prejuízo a sociedade. Nessa lógica, a falta do conhecimento acerca da lei antibullying e dos direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988 ocasiona a persistência dessa problemática.
Em primeira análise, há uma lei antibullying que prevê a existência de medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying dentro de escolas. No entanto, ela é pouco divulgada e por conta do seu desconhecimento, as escolas não promovem as devidas ações, como disponibilizar um psicólogo para atender as vítimas e instruí-las a superar esses sentimentos. Dessa maneira, isso favorece os agressores, visto que atingem seu objetivo - deixar a pessoa descontente consigo - mais rápido.
Além disso, é válido ressaltar que a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, assegura que nenhum indivíduo sofrerá qualquer discriminação. Todavia, é retratado no seriado “Todo mundo odeia o Chris” um rapaz que agride um jovem negro todos os dias e não sofre nenhuma advertência, ferindo a legislação. Dessa forma, a escassez de punição aos agressores contribui para o aumento dos casos, representando uma das causas do problema.
Portanto, diante do exposto, compreende-se a necessidade de que o Poder executivo providencie fiscalizações dentro das instituições de ensino, por meio da inserção de psicólogos no ambiente escolar, a fim de averiguar a efetivação da lei antibullying e abolir essa prática desumana. Ademais, é necessário que a sociedade, em parceria com as grandes mídias, como as redes sociais, promova palestras com os conceitos de empatia, isso é, a capacidade de se colocar no lugar do próximo, com a finalidade de desenvolver cidadãos mais empáticos. Dessa maneira, o problema do bullying no Brasil será solucionado.