O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 23/11/2020

Na série de TV “Preciosa” de 2009, Claireece provou que há 29 anos os Estados Unidos discutem esse perigoso comportamento de bullying, que foi violentada pelo pai e negligenciada pela mãe, a menina de 16 anos, já com um filho, ainda precisava lidar com os duros deboches em sala de aula, alimentando o seu isolamento e, consequentemente, o distanciamento do aprendizado escolar. Contudo no Brasil, a realidade não é diferente. No entanto, a preocupação real só passou a ser uma instituição de ensino em 2016, quando as ações preventivas e combativas do país se tornaram lei. Todavia, isso confirma que, diferentemente da situação norte-americana, a luta na América do Sul é recente e precisa ser valorizada, tanto no ambiente escolar quanto no familiar.

Primordialmente, é preciso destacar a importância da escola na solução de atos como o bullying. Isso porque, além da simples exposição de conteúdo, é seu dever educar o aluno para a convivência no coletivo, nas relações pessoais e profissionais. Portanto, Paulo Freire já falava em uma “cultura da paz”, evidenciando o papel da educação na exposição de injustiças, incentivando a colaboração, a convivência com o diferente, a tolerância. Consequentemente, comprova a necessidade de as instituições trabalharem o assunto dentro e fora de sala, combatendo a violência entre os alunos e dos próprios professores com os estudantes.

Segundamente à família tem uma importância gigantesca, na ajuda do combate. Porém, é necessário que o ambiente em casa seja de acolhimento, e não de repulsa. No filme, a mãe de Preciosa não apoiava a filha, não ligava para os seus problemas e, inclusive, permitia abusos por parte do pai. Se o espaço privado não é de compreensão, os problemas na rua se agravam e, consequentemente, o isolamento do indivíduo é cada vez maior. Claireece se escondia na sua imaginação, a única coisa que, de fato, a aceitava como era. Torna-se evidente, portanto, a necessidade de se discutir a questão e o papel da escola e dos responsáveis nessa luta.

Portanto, o poder público, criador da lei que incentiva o combate à prática, pode fiscalizar as instituições e fazer valer o que está no Diário Oficial, contratando, inclusive, mais psicólogos para os colégios e promovendo treinamentos. Consequentemente, a mídia pode denunciar os casos, a fim de facilitar o trabalho do governo e, é claro, conscientizar a população, também deve, por meio de ficções, levar a discussão à família, mostrando a importância de o assunto ser tratado em casa. Contudo, a escola, então, pode chamar os pais ao debate e, com palestras e reuniões em grupo, mostrar o seu papel nessa prevenção. Só assim será possível evitar que, no Brasil, 29 anos depois, tenhamos mais figuras como a de Preciosa, que precisava dos sonhos para escapar de todo o pesadelo.