O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 27/11/2020
A comédia adolescente “Meninas Malvadas”, dirigida por Mark Waters, aborda temas como bullying e reclusão, um nítido retrato da realidade escolar vivenciada em diversos lugares ao redor do mundo. O filme oportuniza a ponderação de ações e atitudes realizadas no cotidiano, deixando mais acessível o debate sobre violência, intimidação, padrões sociais, entre outros. A grande quantidade de ocorrências no Brasil aponta que esse assunto carece de atenção, visto que afeta e influencia negativamente a vida de, principalmente, crianças e adolescentes.
As decorrências do bullying, sendo imediatas ou não, prejudicam em diversos contextos socioculturais os envolvidos. O ofensor, na maioria das vezes, não desenvolveu a aplicação da empatia e do respeito, gerando futuros problemas psicológicos . Por sua vez, a vítima, sofre com os danos morais e físicos, possibilitando futuros impasses desagradáveis. Segundo dados, 87% dos ataques realizados nas escolas são motivados pelo bullying, mostrando que ele é um mal presente na sociedade e tem de ser combatido, posto que prejudica intensamente a vida de quem protagoniza tamanha violência. O último massacre que ocorreu no Brasil foi em 2019, na cidade de Suzano, onde os atiradores mataram 10 pessoas e concederam grandes traumas para muitas outras.
No mundo virtual, a violência praticada por meios digitais, o cyberbullying, vem ganhando força nos últimos anos. A possibilidade de escapar desses ataques é mínima, visto que, as redes sociais estão ativas a todo momento. Um grande fator que influencia nesses atos violentos, é o padrão social, imposto pela sociedade, onde só encontra-se beleza em corpos perfeitos e inatingíveis e é considerado anormal possuir outro “perfil de beleza”, o que acarreta problemas de autoaceitação e obsessão à perfeição. A sentença “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”, proferida pelo filósofo Jean-Jacques Rousseau, nos provoca a perceber que as ações do ser humano são apenas um reflexo da sociedade em que o mesmo se constrói.
Em virtude do que foi mencionado, é necessária uma intervenção do Ministério da Educação através da formação do corpo docente capacitado para identificação do bullying nas escolas e implementação de medidas de prevenção, nas mesmas, como incentivar o compartilhamento de experiências. Todavia, as ONGs podem fornecer apoio judicial, psicológico e social às vítimas, sendo assim, será viável construir uma comunidade mais respeitosa e segura.