O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 28/11/2020
O drama ‘‘Extraordinário’’, filme lançado em 2017, ilustra a história de Auggie Pullman, uma criança que nasceu com deformidade facial, condição que fez com que o garoto passasse por 27 cirurgias, e que aos 10 anos de idade frequentará uma escola regular pela primeira vez na vida. Entretanto, ao entrar no quinto ano, Auggie é vítima de bullying em virtude de sua aparência física. No Brasil, nossa realidade não se distancia muito disso, ainda assim só se tornou uma real preocupação em 2015, quando foi decretada a lei combatendo o bullying. Por mais que tenha sido uma proposta recente, essa batalha deve ser muito respeitada, principalmente em ambientes escolares e familiares.
É indispensável a importância do papel que as escolas possuem em relação às injustiças e intolerâncias vivenciadas pelos alunos, conduzindo o aluno para um bom convívio coletivo e trazendo o mesmo assunto fora e dentro das aulas. Os órgãos educacionais têm como dever ajudar a combater esse problema, e proporcionar um ambiente que seja de total bem-estar para seus estudantes, já que a maioria dos casos de bullying acontece dentro das salas de aula, segundo pesquisas do G1. Por mais que as instituições consigam interferir em uma boa parte do problema, a família também é muito influente no assunto.
A ajuda dos responsáveis nesse processo contra o bullying é essencial. Para tal, é necessário o acolhimento por parte da família e a busca pela compreensão, sem que o filho tenha receio dessa relação. No filme citado, os pais de Auggie o apoiavam ao máximo, mesmo sabendo que seria preciso um esforço para que todos os comentários tivessem um peso menor do que o amor que a criança recebia em casa. Fazendo com que o isolamento inevitável, causado pelo bullying, não atingisse o garoto.
Não oferecendo dúvidas, portanto, que é o dever da escola e dos responsáveis ajudarem nessa batalha. Em primeiro lugar, ajudando na autoestima da vítima, para que suas respostas à esses casos sejam feitas de outra forma. Orientando as testemunhas que presenciam o bullying, mas não tem ideia de como reagir. E, principalmente, ajudar o agressor, que muitas vezes pode ter um sentimento de repulsa dentro de sua própria casa, querendo se sentir poderoso em outros ambientes coletivos. O poder público também pode ajudar, fiscalizando as instituições, promovendo palestras e contratando psicólogos.