O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 27/11/2020

Nos famosos quadrinhos da “Turma da Mônica”, é possível observar que bullying está presente em certas falas do personagem “cebolinha” que, chama a personagem “Mônica” de “dentuça”, por conta do tamanho de seus dentes. Frases assim são muito recorrentes no âmbito escolar e apesar de parecer apenas uma “brincadeira” é algo extremamente sério, pois muitas vezes o ouvinte e leitor daquela fala pode se sentir ofendido de alguma forma, podendo desenvolver problemas mentais se esse tipo de ocorrência persistir.

Segundo dados do Programa de Avaliação de Estudantes (PISA) 2019, 43% dos jovens e crianças já sofreram bullying pela sua etnia, orientação sexual, aparência física e gênero; 9% foram classificados como vítimas frequentes do bullying. Apesar desses dados serem alarmantes, eles nem sempre são perceptíveis nas escolas, pois muitas vítimas do bullying sentem vergonha ou medo de contar sobre a situação para alguém. Também, os professores que, passam mais tempo com os alunos na escola, não tem uma capacitação para enxergar ou, de alguma forma, afirmar que alguma ação pode ser caracterizada como bullying.

O psicológico de alguém que sofre bullying acaba sendo o mais afetado, por conta da pessoa que é “zombada” não esquecer tão facilmente das palavras e ações que foram dirigidas a ela, além de que, na maioria dos casos, o ocorrido não é contado para ninguém. Com isso, a vítima pode sofrer de insônia, depressão, ter dificuldades para se relacionar com outras pessoas, ter pensamentos depreciativos, também podem desenvolver comportamentos agressivos e na pior das hipóteses, cometer suicídio.

Sendo assim é possível concluir, que o bullying é um grande causador de problemas mentais e algo que está muito presente no mundo inteiro. Com a ajuda das escolas, psicólogos e professores capacitados para abordar o tema, podem ser criadas palestras ou até mesmo aulas que falem sobre o assunto e que incentivem as crianças e os jovens a combater esse problema mundial. Outra possível solução é as universidades formarem professores que tenham capacidade de observar, identificar e saber lidar com o bullying presente nas escolas.