O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 28/11/2020

Em 13 de Março de 2019, aconteceu no Brasil, um massacre escolar no município de Suzano, estado de São Paulo. Dois alunos invadiram a escola onde estudavam, mataram sete pessoas e em seguida cometeram suicídio. Entre as motivações que levaram ao crime estavam os atos de violências repetitivas e sistemáticas, conhecidas como bullying, que ambos sofreram durante anos de ensino. Logo, o combate a tal prática é um assunto inevitável na sociedade brasileira. Nessa perspectiva, cabe discutir a pauta por meio de dois caminhos, são eles: a educação e a aplicação efetiva da lei.

É relevante ressaltar que são a Escola e a família as primeiras a apresentarem os jovens ás diversidades, sendo assim também papel dessas corrigirem e extinguirem todo tipo de intolerância desde o princípio, porém não é essa realidade. Nesse sentido, o sociólogo Emile Durkheim determinou que o Governo, a Escola e a família são instituições que formam a coesão da sociedade. Dessa maneira, o bullying presente nesses ambientes prejudica drasticamente os jovens. Pois, uma vez que estes são expostos a agressões físicas e verbais ficam suscetíveis a graves transtornos mentais e alimentares, depressão e diversas vezes ao suicídio ou como no caso de Suzano, assassinato em massa. Dessa forma, a ação conjunta desses três núcleos, conforme Durkheim, é de extrema necessidade porque é uma das únicas capazes de combater o bullying.

Ademais, mesmo promulgada a lei 13.185/2015, que combate as intimidações sistemáticas, a grande parte das vítimas ainda têm medo de procurar ajuda, seja por conta da reação de seus agressores, seja por saberem que essas violências acabam por serem omitidas covardemente por seus superiores ou não punidas de forma severa. Desse modo, como disse Martin Luther King “O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos”. Logo, é papel da lei a qual pune transgressões, ser mais efetiva em sua aplicação contra os sujeitos que cometem tal crime. Além do mais, com a real execução da legislação contra os malfeitores, esses tendem a melhorar as condutas éticas e sociais.

Infere-se, portanto, que ao utilizar a Educação e a Lei faz-se possível conter as práticas e consequências do bullying no Brasil. Assim sendo, é preciso que o Ministério da Educação juntamente com as Prefeituras Municipais insiram no ensino regular aulas contextualizadas sobre o tema, orientadas por professores capacitados, para isso será preciso uma mudança na grande curricular fazendo uso do sexto horário, com a finalidade de promover aos jovens conhecimentos sobre o bulliying e orientação de como denunciar. Outrossim, cabe ao Poder Executivo mudar a legislação com punições mais severas e reeducar os sujeitos que praticam tal delito. Dessa forma, garantirá ao povo brasileiro uma sociedade saudável e livre de opressões, onde Luther King teria orgulho de viver.