O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 01/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), garante a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. Entretanto, observa-se que em pleno século XXI, ainda é possível identificar a permanência do bullying na sociedade brasileira . Hodiernamente, a prática sistemática do bullying impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e tal contraste é claramente refletido no grande número de alunos que são vítimas do bullying nas instituições de ensino. Desde o século XX, com a criação do Ministério da Educação e a ampliação do ensino básico, pelo presidente Getúlio Vargas, é possível identificar a prática repetitiva de atos de violência física e psicológica , de uma pessoa ou grupo contra um indivíduo. Um estudo realizado pelo Ministério da Educação, indica que no ano de 2019, cerca de 29% dos adolescentes que frequentaram o ensino médio são acometidos pelo bullying. Dessarte, a inclusão dos jovens é fundamental para o equilíbrio social.
Faz-se mister, ainda, salientar a negligência do Estado como impulsionadora da problemática. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais é característica do século XXI. Diante de tal contexto, é fulcral analisar que com a falta de assistência e acompanhamento das escolas e instituições de ensino, os jovens cada vez mais sofrem com o bullying , aumentando o número dos casos de bullying de forma nunca vista. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é crucial que o Estado interfira com medidas profiláticas para que os índices sejam reduzidos e o bem-estar da população que sofre com o bullying seja alcançado.
Infere-se, desse modo, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a consolidação de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. Logo, o Estado por meio do Ministério da Educação deve instituir um fundo de combate ao bullying, promovendo a construção de matérias escolares educativas e o acompanhamento de psicólogos e profissionais da área, além do auxílio das secretarias municipais de educação. Nesse sentido, o fito de tal ação é minimizar e conter o bullying. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o pensador, " Na mudança do presente a gente molda o futuro “.
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