O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 17/12/2020
Na série norte-americana “13 Reasons Why”, relata a história de Hannah Baker e os fatores que auxiliam para a jovem tirar sua própria vida. Nesse sentido, a narrativa foca nas gravações deixadas pela garota após sua morte as quais contém 13 motivos que levaram ao suicídio, dentre eles: agressões físicas e verbais, feitas por colegas da escola, isolamento grupal, discriminação e ameaças. Fora da ficção, esse cenário de bullying também é comum no cotidiano brasileiro em vários colégios e tornou-se um problema, no qual (seja pela omissão familiar e escolar quanto ao combate das opressões) corrobora para que traumas físicos e psicológicos possam imergir no público infantil.
Primeiramente, de acordo com a filósofa Hannah Arendt em “A banalidade do mal”, o pior mal é aquele visto como algo corriqueiro e cotidiano. Destarte, a concepção reflete na problemática enfrentada pelo bullying, visto que a negligência familiar e escolar favorece atitudes deploráveis, simplesmente por não analisarem a repercussão desses atos. Analogamente, na medida em que os pais lidam com as opressões com naturalidade e analisam esse aspecto como uma fase normal na vidados jovens, os responsáveis tornam-se omissos e sustentam hábitos violentos que seus filhos sofrem. Desse modo, cada vez mais vítimas do bullying tendem a emergir, o que favorece para o surgimento de transtornos psicológicos em vários adolescentes, bem como práticas de suicídio.
Por outro lado, segundo a ativista Malala Yousefzai, “A diversidade garante que as crianças possam sonhar sem colocar fronteiras para o futuro e os sonhos delas”. Nesse ínterim, cabe destacar que a padronização cultural interfere na diversidade do ambiente escolar, uma vez que tal instituição é o primeiro contato do indivíduo com a sociedade. Porquanto, inúmeras crianças e jovens não conseguem respeitar e lidar com as diferenças, dado que nunca conviveram com pessoas distintas a elas. Paralelamente, a controversa está relacionada a construção de indivíduos intolerantes, já que ninguém nasce odiando alguém. Assim, a influência da família e da escola molda a personalidade e a moral do público infantojuvenil, fazendo com que eles não consigam compreender o diferente, divergindo da premissa de Malala Yousefzai.
Portanto, o Ministério da Educação, por meio das universidades, deve investir na formação dos futuros professores, de modo a focar na preparação desses, com cursos de capacitação aos finais de semana, para conhecerem formas de lidar com o bullying. Assim, será possível desconstruir práticas agressivas nas escolas e impedir que a violência sejam tratados com naturalidade. Além disso, a mídia digital, com postagens em redes sociais destacar aos pais os riscos das opressões na fase juvenil e o reflexo desses atos na vida de seus filhos, a fim de inibir que os jovens desenvolvam traumas.