O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 10/01/2021

O Estatuto da Criança e do Adolescente, garante no seu 5º artigo que nenhuma criança ou adolescente sofrerá agressão, opressão ou será negligenciado. Entretanto, a realidade que os jovens enfrentam em ambiente escolar e virtual é repleta de uma violência sistemática. Isso se dá tanto pela perpetuação de preconceitos e banalização do bullying na atmosfera familiar, quanto pela negligência estatal em lidar com com a problemática nas escolas. Nesse sentido, medidas são necessárias a fim de lidar com as consequências desse fato.

A princípio, é pertinente trazer a música de Raul Seixas, no qual ele conceitua a “metamorfose ambulante”: Essa consiste na consciência de que as ideias podem ser mudadas conforme a experiência e a forma de relacionar com outros e com o mundo. Entretanto, as famílias brasileiras, em maioria, vão contra essa linha de raciocínio.Uma vez que transmitem preconceitos às novas gerações, não ensinando o poder da empatia para com o próximo e muito menos a terem respeito com as diversidades. Tal ato como consequência gera crianças e adolescentes cruéis, principalmente nas escolas onde convivem diariamente com diversidades físicas, morais e intelectuais.

Em segundo plano, é necessário frisar que a falha no sistema de ensino em combater o bullying e tratar de temas como a importância da empatia é capaz de limitar a própria compreensão da diversidade do indivíduo. Posto isso, é importante citar a frase de Rubem Alves, em que o Pedagogo postula que “há escolas que são asas e há que são gaiolas”. Isso significa que caso o aprendizado não promova a pessoa para o pleno conhecimento da realidade na qual está inserida -principalmente retratanto aos jovens as consequências do desrespeito com o próximo, e a complexidade dos problemas  psicológicos desse ato (como trauma, ansiedade, drepessáo e agressividade)- elas serão incapazes de assumir a plena defesa pelo o coletivo.

São imprescindíveis, portanto, com vistas a assegurar o 5º artigo instituído pelo  ECA, que o Ministério da Educação, insira nas escolas do país medidas a fim de promover a empatia e respeito entre os alunos, através da preparação dos profissionais da educação para combaterem diretamente preconceitos vindos com o estudante de casa ,especialmente com atividades lúdicas sobre a problemática e suas consequências. Ademais, o Estado deverá financiar um programa familiar com a finalidade de garantir tratamento psicológico às famílias brasileiras, dessa forma preconceitos e atos agressivos seriam mitigados do lar de muitas crianças e adolescentes da União.