O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Para o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. A partir desse pensamento, as escolas têm como função formar cidadãos, além de preparados para o mercado de trabalho, dignos e aptos à vida em sociedade. No entanto, são nessas instituições brasileiras que, normalmente, muitos indivíduos enfrentam o “bullying”. Tal fato pode ocorrer pela imposição de padrões e por um agressor com histórico de violência no contexto familiar.

Em primeiro plano, é importante avaliar a exclusão e/ou agressão que sofrem as pessoas “desajustadas”. Para o sociólogo Émile Durkheim, há o “fato social”, conceito no qual, a sociedade impõe coercitivamente, aos indivíduos, diversos paradigmas. No âmbito escolar, é comum haver o “bullying” por conta da não aceitação social de uma pessoa, em razão de sua estatura, etnia, gênero, peso, dentre outras características, o que mostra que essa violência está ligada aos mais diversos preconceitos vigentes na sociedade.

Além disso, deve-se levar em conta o ambiente familiar do agressor. Muitas crianças e jovens enfrentam, rotineiramente, a violência em seus lares. Com isso, tornam-se vulneráveis à “banalidade do mal”, conceito da filósofa Hannah Arendt, no qual o ser humano pode praticar a maldade desde que a enxergue como parte inerente à vida cotidiana. Assim, aquele que vivencia agressões, contra ele ou outrém, pode tornar-se um reprodutor do mal ao qual é constantamente exposto.

Com isso, depreende-se que o combate ao “bullying”, no Brasil, é estrutural. Portanto, o Ministério da Educação deve levar, às escolas, campanhas de conscientização, por meio de aulas, palestras e até com o convite às ONGs que tratem do tema, para que haja o amplo debate no meio escolar, visando tanto eliminar qualquer forma de violência existente quanto preparar os futuros adultos e evitar que pratiquem-a em novos ambientes ao longo das suas vidas. Dessa forma, haverá impacto positivo a médio prazo e tal entrave será mitigado.