O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 13/01/2021

" O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles “. Essa afirmação da filósofa Simone de Beauvoir pode servi de metáfora para o persistência do bullying no Brasil, visto que, por mais escandalosa que seja essa situação, poucos são os esforços destinados a resolvê-la. Esse âmbito de inquidade é fruto tanto do desleixo do Estado quanto do silenciamento pessoal sobre.

Deve-se analisar, precipuamente, que o desinteresse do Estado é um fator determinante para a problemática. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o conhecimento deve estar vinculado aos problemas do presente. Nesse viés, evidencia-se a falta de políticas públicas suficientemente efetivas para erradicar o bullying nos centros escolares brasileiros. Diante desse diapasão, sabe-se que esse sentido é comprovado pelo papel passivo que o Ministério da Educação exerce na administração do país. Nessa égide, é visível que tal órgão, intitulado para promover a potencialização do bem estar dos alunos em salas de aulas, ignoram ações que poderiam, realmente, fomentar a exclusão do bullying nas esferas educacionais, uma vez que, consoante ao Portal G1, em 2018, 57,8% dos casos de bullying no Brasil ocorreram nos núcleos escolares. Diante disso, o governo atua como agente perpetuador do conflito discutido. Logo, é substancial a dissolução desse panorama infringente.

É vital salientar, ainda, em segundo plano, que o bullying encontra terreno fértil no silenciamento da população. Acerca dessa assertiva, Habermas faz uma contribuição dizendo que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Sob essa óptica, para que haja a exclusão do bullying na sociedade, é necessário discutir sobre. No entanto, verifica-se certa lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, poís a população se mantém passiva e calada diante tal problematização, além do que, conforme o levantamento do Ministério da Educação, em 2019, 29% dos jovens sofre com às estruturas do Bullying. Nessa lógica, trazer à parte essa patologia e debatê-la, amplamente, aumentaria a chance de atuação nela.

Portanto, pela perspectiva de Isaac Newton, uma força só é capaz de sair da inércia se outra lhe for aplicada. Em vista disso, depreende-se o Poder Público, como instância máxima da administração executiva, em consonância com o Ministério da Educação, por meio de ações: palestras, publicações em redes sociais, propagandas televisíveis e bate-papos nos centros urbanos, orientar toda parcela populacional sobre as conjunturas do bullying e suas consequências na vida psicológica, social e familiar dos indivíduos que os acometem, para que, de tal forma, esse impasse degradável possa ser erradicado da nação. Somente, assim, os escândalos metaforizados por Simone de Beauvoir poderão ser desabituados .