O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 15/01/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, prevê que todos têm o direito de ter sua integridade física e mental preservada. No Brasil hodierno, entretanto, nem todos têm esse direito respeitado. O bullying se configura atualmente como um sério problema social no país, acentuado pela ausência de ações governamentais e por uma educação precária.

Mormente, a falta de atuação por parte do governo contribui muito com essa problemática.  De acordo com o sociólogo alemão Dahrendorf, no livro “A lei e a ordem”, “A anomia é uma condição social na qual as normas reguladoras de comportamento da sociedade perdem sua validade”. De maneira análoga, a anomia se assemelha ao cenário brasileiro atual, uma vez que, embora a prática do bullying seja crime, pouca ação é feita pelo Estado. Assim, é gerado um sentimento de impunidade na sociedade, o que prejudica o combate a essa infração.

Ademais, a ineficiente educação do país agrava massivamente esse problema. Consoante o sociólogo francês Émile Durkheim, “A educação é a única coisa que pode desenvolver senso no indivíduo”. Sob essa ótica, a escola exerce um papel fundamental na formação de caratér dos cidadãos. Contudo, de acordo com o portal Agência Brasil, atualmente cerca de um décimo dos jovens sofrem bullying frequentemente dentro das escolas. Dessa forma, é evidente que a educação não está exercendo a sua função de gerar pessoas solidárias e com empatia. Logo, esse problema não pode perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater o bullying no Brasil. Nesse sentido, cabe ao Estado, no papel de garantidor dos direitos dos cidadãos, assegurar a devida aplicação das leis, por meio da coleta de denúncias e da fiscalização de redes sociais, a fim de abolir essa prática no país. Com isso, todos terão seus direitos respeitados, como previsto na DUDH.