O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 21/02/2021
Na obra cinematográfica “Dumbo”, de 1941 da Walt Disney, é retratado o bullying sofrido constantemente pelo protagonista que possui grandes orelhas. Apesar de o filme tratar de um assunto recorrente, os estudos sobre esse modo de violência foram iniciados somente na metade do século XX. Consoante ao desenho animado, há no Brasil um grande desafio quanto ao combate ao bullying, devido ao despreparo de instituições educacionais, como também a omissão da família frente a opressão causada ou sofrida pelo jovem.
Em primeiro lugar, é imperativo pontuar a negligência de educadores e orientadores em resolver as divergências causadas, principalmente, por aspectos socioeconômicos, culturais e corporais. De acordo com Paulo Freire, quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor. Assim, o descaso no que tange ao combate a essa violência no ambiente escolar gera uma reação em cadeia entre os jovens, levando-os a cometerem tal hostilidade com outras pessoas, como forma de se legitimarem. Logo, esse efeito é refletido em toda sociedade, dificultando a contenção do problema.
Ademais, é visível a importância que a presença familiar exerce sobre a formação do indivíduo, em relação à construção de autoestima e respeito ao próximo. Quando há um desequilíbrio no acompanhamento do núcleo familiar na vida do adolescente, cria-se brechas para que este suprima seus sentimentos, levando-o a autodepreciação e, em casos mais severos, a pensamentos homicidas e suicidas. Por conseguinte, a taxa de suicídio na juventude dilata-se.
É notório, portanto, a necessidade de ações conjuntas a fim de combater o bullying no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve, por meio da ampliação de psicólogos, cursos de orientação e palestras, conduzir os líderes educativos, os pais e os alunos a uma convivência harmônica. Nesse viés, tal ação tem como alvo a mediação dessa discriminação. Feito isso, os brasileiros terão um final feliz como Dumbo.