O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 22/03/2021

O “bullying”, termo que na língua portuguesa tem o significado de “valentão” ou até mesmo “agressão contínua”, é um fenômeno social que, hodiernamente, vem sendo cada vez mais discutido. O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), garante em seu 7° artigo, o direito ao desenvolvimento sadio e harmonioso da criança e do adolescente. Entretanto, um número exorbitante de jovens não podem gozar desse direito de forma plena, ora devido a falha das instituições de ensino, ora das mídias sociais.

Sabendo-se que o âmbito escolar é um dos locais em que casos de “bullying” são altamente recorrentes, faz-se necessária uma análise pormenorizada da situação. Conforme relatado em uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mais de um quarto dos alunos de escolas da capital paulista, já sofreram ou sofrem agressões verbais, e até mesmo físicas, estas muitas vezes causadas pela descriminação e intolerância por parte dos agressores.

Outrossim que pode-se ser destacado, é o “cyberbullying”, termo que se refere ao bullying comum, porém ocorrente na internet, principalmente em redes sociais. A Microsoft, empresa multinacional de tecnologia e informática, fez uma averiguação dos casos de “cyberbullying” ocorridos no Brasil, em que foi constatado a participação de cerca de 43% dos brasileiros em casos de “cyberbullying”. Ressalta-se, ainda, que esse tipo de agressão pode ser ainda mais prejudicial do que o “bullying” ocorrido em espaços físicos, pois muitos dos agressores têm o pensamento de que a internet é um “lugar sem lei”.

Considerando-se as altas percentagens de casos de “bullying” no Brasil, cabe aos sites de mídias sociais, lugares em que o “cyberbullying” se alastra com facilidade, regulamentar o que é postado, utilizando mecanismos de reconhecimento de palavras agressivas, com a finalidade de impedir postagens com conteúdo insultuoso. Ademais, as instituições escolares e as famílias devem estar atentos ao comportamento dos jovens, e por meio de conversas, os incentivem a relatar casos de “bullying”, sejam as vítimas eles próprios, ou mesmo colegas de sala, com o propósito de identificar e apurar os casos com a atenção necessária. Para que as crianças e adolescentes do Brasil possam crescer e prosperar de forma saudável, agressões como o “bullying” devem ser irrefutavelmente paradas.