O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 18/03/2021
Na produção cinematográfica “O extraordinário”, o protagonista Auggie Pullman nasceu com uma deformidade facial e aos 10 anos ele teve que a ir para a escola e enfrentar o bullying e a aceitação. Do mesmo modo, no cenário atual, o mesmo acontece na sociedade brasileira, quando se nota o combate ao bullying no Brasil, em que as crianças, adolescentes e jovens sofrem bullying na sua própria escola e muita das vezes sem o amparo da coordenação da instituição. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema em virtude do preconceito e da negligência da coordenação.
Em primeiro plano, vale salientar o preconceito como um forte empecilho para a resolução do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão do bullying no Brasil é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social opressor, a tendência é adotar esse comportamento também. Desse modo, o preconceito é uma violência praticada pela maioria de uma escola, para com uma minoria oprimida, no qual os agressores não aceitam as vítimas do seu jeito e muitas das vezes essa ação tem consequências desastrosas para os violentados, como depressão, ansiedade, isolamento social e vários transtornos mentais, o que torna sua solução ainda mais difícil.
Ademais, cabe ressaltar a falta de atuação da coordenação como impulsionador para que o problema continue a perdurar. Em 2019, na cidade de Suzano, na Grande São Paulo, dois jovens invadiram uma escola e mataram dez alunos, motivados pelo bullying que eles sofriam. Nesse sentido, a coordenação da escola tem um papel muito importante para combater o bullying na escola, como contatar os pais dos agressores e também os dos agredidos, para erradicar a situação e até de prevenir problemas maiores como esse da cidade de Suzano, porém, esse papel é negligenciado por acreditarem que não é uma pauta tão importante a ser tratada e a consequência dessa ausência de intervenção é os alunos com muitos problemas mentais e sem apoio do instituto, logo, consequentemente, podendo acontecer um massacre por vingança pelo bullying sofrido, o que infelizmente é evidente no Brasil.
Portanto, indubitavelmente, medidas têm que ser tomadas para conter o avanço dessa problemática. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, deve não somente criar propagandas para falar sobre a importância do tema, como também promover rodas de conversas com os alunos, com os pais e com atendimentos psicológicos aos estudantes que já sofreram bullying, por meio das redes sociais, emissoras de TV e das escolas, com palestras, profissionais da área, com materiais didáticos, e com o apoio dos pais, a fim de que o combate ao bullying no Brasil seja eficaz e com bons resultados. Dessa maneira, o cenário que ocorre na trama “O extraordinário” será evitado no país.