O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 22/03/2021
É retratado no filme “Extraordinário”, a história de Auggie Pullman, uma criança que tem uma realidade baseada nos preconceitos e difamações que ouve dos seus colegas diariamente devido às deformações físicas e visuais oriundas de uma síndrome crônica. Fora dos limites da ficção, no Brasil contemporâneo, esse cenário de intolerância perpassa o cotidiano de inúmeros estudantes. Com isso, faz-se necessário exterminar o bullying das escolas. Nesse sentido, torna-se urgente resolver as principais causas dessa problemática: a ausência de atitudes empáticos entre os alunos e a incompetência estatal.
Diante desse cenário, a persistência desse quadro de preconceito estrutural é diretamente impulsionada pela falta do afeto com o próximo. Ilustrando essa perspectiva, segundo o livro “Manual De Psiquiatria Clínica”, a capacidade humana de se por no lugar do outro é fundamental para uma sociedade feliz e equilibrada, portanto a prática desse preceito cessaria os principais sustentáculos do bullying. Porém, ao analisar o cenário brasileiro fica claro a inexistência desse tipo de afeto entre os estudantes, gerando assim um cenário caótico com uma sociedade mais individualista, egoísta e competitiva. Nessa lógica, uma sociedade equilibrada é fundamental para a harmonia social. Com isso, um dos caminhos para acabar com o problema em pauta é o cumprimento do axioma científico supracitado.
Ademais, a insuficiência governamental é um pilar para a continuidade do transtorno em debate. Bem como, ratifica a Constituição Federal de 1988, que todo indivíduo é igual perante a lei, não existindo distinção entre cor, religião, etnia e gênero. Entretanto, ao observar o cenário brasileiro estudantil fica claro que esse direito não está sendo cumprido em sua integralidade, pois grande parcela estudantil ainda sofre preconceitos pelo seu tom de pele, crenças, culturas e orientações sexuais diferentes da maioria. Nessa linha, é perceptível que a falta da prática de direitos sociais acarreta um dano para a comunidade, visto que esse problema se perpetua fora do âmbito escolar.
Desse modo, é crucial para o bem social cultivar as práticas empáticas e combater e inércia governamental. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, setor responsável pela promoção educacional do país, criar campanhas em lugares públicos, objetivando florescer o sentimento de compreensão pelo próximo, por meio de palestras que será lecionadas por psicólogos e psiquiatras. Em paralelo o Estado- setor máximo da administração- em parceria com a mídia a criação de séries e documentários exemplificando a importância da pluralidade cultural. Com isso, resolver-se-á essa problemática, pondo assim em prática o artigo constitucional. obs: bullying nas escolas…