O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 24/03/2021

Bullying é a prática de atos violentos - físicos ou verbais- repetidos, intencionalmente contra uma pessoa por um ou mais agressores e gera consequências a curto e a longo prazo, tanto a vítima de repressão como também o coletivo que o cerca. No entanto, apesar dessas práxis serem desumanas, no contemporâneo brasileiro cerca de 30% dos estudantes afirmam sofrer algum tipo de opressão, isso segundo dados de pesquisas do PISA (Programa internacional de avaliação de estudantes). Essa problemática atual é motivada, em especial, pela falta de debate entre escolas e famílias a respeito dessa violência que provoca, infelizmente, vários efeitos negativos.

Primeiramente, é notório pensar que a negligência escolar e familiar umas das causas desse impasse. Isso se justifica porque, na perpectiva do sociólogo francês, Émille Durkheim, as intituições sociais como estas são responsáveis por formar valores socialmente importantes aos indivíduos, como a tolerância e o respeito ao próximo. Entretanto, isso não acontece de fato, haja vista o aumento de casos de bullying no país, de acordo com o jornal “O Globo”. Nesse sentido, cabe aos colégios e a famílias adotarem medidas que previnam esse tipo de violência.

Por conseguinte, é válido destacar que a ausência ou a falta diálogo em torno da questão do bullying acarreta muitos entraves. Isso ocorre porque, na série norte-americana “13 reasons why”, a personagem principal Hannah Baker, comete suicídio após passar por diversas situações de violência, físicas e verbais, pelos seus colegas de escola. Analogamente, a série possui semelhanças ao hodierno brasileiro, uma vez que, esse abusos geram consequências negativas como: queda no rendimento escolar, evasão escolar, isolamento social e até traumas psicológicos, que podem se reverter em ações horrendas como o caso de Realengo, na qual um ex-aluno, de uma escola estadual do Rio de Janeiro matou 12 estudantes motivado pelo bullying que sofreu no colégio.

Em suma, são necessárias ações que combatam o bullying no Brasil. Portanto, cabe a família e as escolas brasileiras - públicas e particulares- incentivarem crianças e adolescentes a não praticar esse tipo de violência, por meio de rodas de conversa com vítimas e abusadores, a fim de gerar sentimento de empatia e respeito mútuo. Além disso, cabe ao Ministério da Educação (MEC) a criação de palestras, obrigatórias, para a formação de professores e coodenadores escolares do país por intermédio de psicólogos e especialistas - que atuam em áreas educacionais-  que orientem e prepararem como devem agir para amenizar e repremir a presença do bullying, com objetivo de diminuir dentro das escolas esse tipo de opressão. Feito isso, espera-se que a realidade brasileira se afaste do cenário apresentado na série norte-americana “13 reasons why”.