O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 02/04/2021
A música “Fire Drill”, da cantora estadunidense Melanie Martinez, retrata de forma obscura, o impacto do “bullying” em sua vida, que a destruiu em vários sentidos. Apesar de se tratar de uma canção, a realidade da cantora, reflete em muito na atualidade, haja vista que o número dessas agressões psicológicas vem crescendo no país. Esse problema pode ser devidamente contido, caso os alunos sejam instruídos e a escola deixe ao lado a postura negligente. Sendo assim, urge a análise e a resolução dos estraves para o combate do assédio moral no Brasil.
A princípio, é licito destacar que no ambiente escolar, existe uma carência na abordagem básica — o que é, como se manifestam e o que fazer — em relação a esse tipo de intimidação. Isso ocorre, porque a Base Nacional Comum Curricular não apresenta uma disciplina que aborde tal temática. Segundo Rubem Alves, importante educador brasileiro, as escolas podem ser comparadas a asas ou as gaiolas, ou seja, são capazes de proporcionar voos ou condições de alienação. Nesse sentido, colégios funcionam como grades, pois, permitem que os estudantes permaneçam desprovidos de informações pertinentes. Consequentemente, muitas pessoas passam a praticar e/ou sofrer com o ato sem consciência e, assim perpetua-se essa realidade horrível vivida por Martinez.
Ademais, torna-se evidente a ineficácia acadêmica para resolver e lidar com esses conflitos. A exemplo disso, a série norte-americana ‘‘13 Reasons why’’, à protagonista, Hannah Backer, vitima de importunação social em seu ginásio, não teve amparo do mesmo e comete suicídio. Essa visão de um ambiente omissor é evidenciada segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pesquisas apontam que uma em cada três crianças são vítimas de implicâncias psíquicas em instituições de saber, dados que mostram bem a realidade educacional da nação e, que ocorre apesar da existência da Lei de Combate à Intimidação Sistemática, que postula o dever desta de adotar as medidas para conter o avanço desse tipo de violência, o que não é feito. Sem a postura eficiente desses, o problema se alastra de maneira horrenda e devastadora.
É possível defender, portanto, que medidas devem ser tomadas para conter o revés. Cabe ao Poder Público na figura do Ministério da Educação e Cultura (MEC) amenizar as questões e, através de verbas governamentais, campanhas publicitárias usando cartilhas educativas e mídias sócias, de modo a conscientizar e prevenir tal processo atingindo a parcela adulta da comunidade. Além disso, em parceria com unidades públicas do saber, implante o ensino crítico aos jovens por meio de aulas a serem ministradas por especialistas na área de saúde mental, assim esses saberão como reconhecer e não praticar esse mal. Só assim, a situação cantada na obra “Fire Drill” não irá se repetir com outrem.