O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 20/04/2021
Conforme a pesquisa do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), o Brasil é o quarto país que mais pratica bullying no mundo. Apesar das campanhas de conscientização, tal agressão persiste nas escolas brasileiras, em virtude da ausência de profissionais preparados para a situação, bem como da falta de disponibilização de locais seguros que acolham as vítimas para potencializar as denúncias.
A preocupação inicial reside no comprometimento da saúde mental das vítimas de bullying, que, por conta de violência moral ou física, têm maiores possibilidades de desenvolver depressão ou pensamentos suicidas e violentos. Exemplo disso, é o caso ocorrido em 2003 no interior de São Paulo, onde um ex-aluno efetuou disparos de arma de fogo no pátio escola, ferindo nove pessoas e cometendo suicídio em seguida.
De igual forma, essa intimidação escolar leva ao agravamento da violência social, uma vez que, segundo Olweus (1993), 60% dos estudantes que foram agressores do 6º ao 9º ano tiveram acusações de crimes até os 24 anos de idade. Desta feita, a violência que ocorre em instituições de ensino cria oportunidade de desenvolvimento de adultos agressores. A referida problemática está atrelada, também, ao baixo rendimento escolar de alunos que praticam ou sofrem bullying.
Portanto, são necessárias medidas que proporcionem atendimento à saúde mental dos alunos que são vítimas e dos que praticam tal violência, através da inclusão de psicólogos e assistentes sociais nas instituições de ensino, contratados por concurso público ou seletivo próprio, cuja remuneração seja provida pelo respectivo Estado. Ademais, é fundamental a normatização da obrigatoriedade de espaço acolhedor nas escolas, para promover a realização de denúncia pelas vítimas, com objetivo de coibir esse tipo de violência, bem como tratar as vítimas, agressores e combater a violência social.