O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 22/04/2021

No desenrolar do filme “O extraordinário”, é retratada uma série de discursos de ódio que foram enfrentados por um menino, o qual possuía deformações faciais, em uma escola. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista o nocivo bullying presente nas instituições escolares brasileiras. Nesse sentido, esse fator, que precisa de caminhos para ser combatido, provém não só da normatização da sociedade, mas também da falta de conhecimento a respeito das consequências.                 A princípio, convém ressaltar que inúmeros grupos minoritários sofrem habituais preconceitos na sociedade. Nesse contexto, durante o período da Alemanha Nazista, diversos indivíduos foram duramente perseguidos, seja pela cor de pele, por possuírem religiões diferentes da considerada oficial pelo Estado, ou por serem homossexuais, de modo que essa intolerância contra esses cidadãos foi colocada como normal por diversos alemães. De maneira semelhante, nas escolas contemporâneas, inúmeros jovens e crianças, os quais são pertencentes a parcelas marginalizadas do Brasil, também são vítimas de discriminações, como o bullying, situações essas que, em diversos casos, não são coibidas pelos profissionais da área da educação e nem pelos familiares dos alunos que praticam esses maldosos atos. Portanto, é inadmissível que essas circunstâncias ocorram, já que a normatização e a ausência de medidas para combater essas atitudes preconceituosas colaboram para a permanência do bullying .              Ademais, cabe avaliar que diversos indivíduos que praticam bullying não possuem consciência do quanto essas práticas podem ser danosas. Nesse âmbito, o livro “Os 13 Porquês”, relata a história de uma jovem que enfrentou problemas psicológicos por ter sido vítima de discursos de ódio por parte dos seus colegas, de forma que eles só perceberam a gravidade com o nocivo resultado dos seus atos. Desse modo, a cinematografia não diverge da realidade, uma vez que diversas pessoas, as quais sofrem situações de zombação nas escolas, enfrentam empecilhos na saúde mental, por exemplo, a depressão e a baixa autoestima, de maneira que as pessoas que praticam o grave bullying, geralmente, não possuem conhecimento do quanto essas situações podem ser prejudicial. Logo, esse fator é extremamente danoso, uma vez que, de acordo com a Constituição Federal, o bem-estar é um direito de todos os cidadãos, o qual não está sendo garantido para os estudantes que sofrem discursos discriminatórios e, consequentemente, passam por problemas na saúde mental.    Destarte, compete ao Ministério da Saúde - responsável pelos direitos nessa área - promover campanhas que retratem as nocivas consequências das práticas de bullying. Isso deve ser feito por meio das instituições escolares. Essa ação possui a finalidade de conscientizar os indivíduos a respeito do quanto praticar discursos de ódio pode ser prejudicial e de combater a normatização desses atos .