O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 26/04/2021
Segundo o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015, 46,6% dos entrevistados alegam que já sofreram algum tipo de bullying. Isso ocorre devido humilhações sofridas e apelidos maldosos imputados ao agredido de forma discriminada e inconsequente por parte do agressor. Nesse sentido, situações como essas podem levar a consequências trágicas como, suícidio, depressão, ansiedade, instabilidade mental, pânico, podendo certamente prejudicar a vida social do indivíduo como um todo.
Em consequência disso, nota-se que o agressor ao cometer suas ações escolhe sempre pessoas indefesas que demonstram comportamentos inseguros sendo a vítima perfeita para as maldades desferidas, por exemplo, o aluno que tira boas notas, é disciplinado, elogiado pelos professores, incomoda aqueles que não são referência de modelo. Portanto, agridem a vítima, com sentimento de ódio, geralmente desencadeado pela inveja, pois não se sentem felizes com o sucesso alheio.
Ainda convém lembrar, a questão dos apelidos atribuídos ao ofendido, muitas vezes pelo peso, aparência, cor, religião entre outros. Entretanto, a malícia nas brincadeiras intimida de tal forma que palavras como “rolha de poço”, “balofo”, “cabide de armário” machuca tanto a vítima, levando-a à cometer atos impensados provocando reações imediatas sem controle e ainda interrompendo a vida fatalmente, como o suicídio. Sobre isso, vale lembrar o caso do estudante Matheus Abvragov, de Porto Alegre que teve a vida interrompida, após brigar com dois jovens na escola, em razão de repetidas ofensas sobre seu sobrepeso.
Esses acontecimentos demonstram apenas alguns dos desfechos relacionados às agressões. Nesse ínterim, o Estado e a família tem papel fundamental na manuntenção do bem estar social, reeducando e incentivando o respeito com isso, a tolerância nas relações pessoais, almejando equilibrar as disparidades existentes no ambiente vivenciado.