O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 25/04/2021

Na série televisa “13 reasons why”, é retratada a história de Hannah Baker, uma adolescente americana quando, após ser vítima de bullying verbal, físico, sexual e virtual na escola em que estudava, comete suicídio. Fora da ficção, é fato que a situação vivida por Hannah é presente no cotidiano brasileiro, devido não só à conduta da população como também ao fator educacional. Assim, hão de ser analisados tais fatores a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

De acordo com o filósofo Rousseau: “O homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”. Sob essa ótica, é visível que a conduta irregular dos indivíduos ao incentivar ou se omitir diante dos casos de bullying, não punindo os agressores, contribui para o crescimento do número de pessoas que se corrompem para se tornarem os “valentões” da escola. Como resultado, têm-se um maior número de vítimas carregando feridas emocionais que, quando não tratadas com um profissional, podem vir a se manifestarem de formas violentas.

É inquestionável que o fator educacional está entre a permanência dos obstáculos relacionados ao combate do bullying no Brasil. Todavia, faltam medidas efetivas por parte das autoridades competentes para a alteração cenário nacional. Nisso, nota-se a falta de disciplina na grade curricular do Ensino Fundamental e Médio para mostrar as consequências e forma de combate ao bullying. Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática.

Depreende-se, então, a necessidade de combater o bullying no Brasil. Para tanto, convém a implantação de uma disciplina na base curricular do Ensino Médio e Fundamental, pelo Ministério da Educação, com o objetivo de informar, desde cedo, os malefícios causados por essas atitudes. Quem sabe dessa maneira, a história de Hannah Baker permaneça somente na ficção e não na realidade do país.