O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 30/04/2021
Na série “13 reasons why”, com tradução livre “Os 13 porquês”, Hanna é uma adolescente vítima de vários incidentes de bullying que tragicamente culminam no suicídio da garota. Não distante da ficção, na sociedade hodierna diversas vidas são destruídas em decorrência do bullying tal como a de Hanna. Haja vista que as escolas e as famílias contam com uma ineficácia para lidar com o problema e que as crianças são mal orientadas em como reagir as intimidações, a conjuntura permanece e torna-se mais agressiva para as vítimas.
A priori, cabe ressaltar que a falta de uma orientação eficiente aos pais e professores é fator promotor da problemática do bullying no Brasil. No ano de 2011 em Realengo, um jovem entrou armado em uma escola e deixou mais de 20 adolescentes feridos motivado pelo bullying sofrido por ele. Nessa conjuntura, depoimentos relataram que o jovem era introspectivo e demasiadamente solitário, entretanto, ninguém nunca observou-o como alguém que precisava de ajuda. À vista disso, as escolas não contam com um centro de apoio especializado em bullying para que os pais e professores sejam orientados, logo, as vítimas não falam e, assim, resultam em pessoas intropectivas. Dessa forma, a deficiência em instruir pais e mestres a proteger e orientar as crianças funciona como agente promotor do bullying e coloca as crianças, e a sociedade, em perigo.
Ademais, vale salientar que as vítimas não têm como se defender das importunações, visto que não são educadas para tal. O documentário “A vida depois do tombo”, relata a história da cantora Karol Conká, na produção a mãe da artista relata que a filha aos 6 anos após a escola chorava por ter sofrido xingamentos, porém a mãe fazia exercícios diários com a filha para mostrá-la sua beleza e coragem. Dessa forma, a rapper conta que aos 14 anos tinha uma postura de enfrentamento e uma excelente autoestima. Todavia, a postura da mãe da Karol não é típica, visto que a postura enraizada é que os tutores troquem os filhos de escola, o que torna a criança amendontrada e convencida que os bullys estão certos. Assim, a autoestima do jovem é comprometida e o problema não é resolvido. Desse modo, diante de pais que não orientam as crianças diante do bullying o cenário fica mais doloroso.
Depreende-se, portante, a necessidade da adoção de medidas para combater o bullying no Brasil. Para tanto, urge que o Ministério da Educação torne obrigatória a adesão de um centro de combate ao bullying em cada escola pública do país, em que promova palestras informativas para os pais e professores, com pautas como “identifique o agressor e a vítima” e “saiba se o seu filho está bem” e, ainda, conte com psicológas para o atendimento periódico as crianças. Somente assim, as escolas e os pais estarão capacitados para enfrentar o bullying e combatê-lo e, assim, haverá menos “Hannas”.