O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 10/05/2021

O musicista Belchior, retrata em uma de suas composições mais famosas, Fotografia Três por Quatro, o seguinte verso: “Veloso, o sol não é tão bonito para quem vem do Norte e vai viver na rua”. Ademais, podemos relacionar esse trecho musical com a vivência de indivíduos que sofrem cotidianamente situações de bullying. Nesta perspectiva, concerne dizer que esses episódios são predominantes no âmbito escolar, o que torna a caminhada do aluno difícil e conturbada.

Em primeira instância, cabe dar ênfase ao bullying ocorrido em ambientes de ensino. Isto acontece pois, normalmente a criança ou adolescente vítima apresenta um perfil mais retraído em relação aos demais alunos. Um exemplo que retrata essa realidade é, A Teoria da Cidadania de Papel. Proposta por Gilberto Dimenstein tem como objetivo analisar a situação de fantoche do cidadão perante à Constituição. Desse modo, é evidente que a prática do bullying é uma afronta ao indivíduo e à Constituição.

Em segunda instância, cabe destacar a não interferência de terceiros ao presenciarem situações de bullying. Isto ocorre devido ao desprezo ou pouca importância pela situação. O que vai de encontro com a teoria do filósofo e economista, John Stuart Mill, conhecida como “O Ideal do Utilitarismo”, aonde destaca que nossas ações devem ter como finalidade produzir o bem - estar comum. Logo, não interferir em uma prática de bullying é não cooperar para o bem - estar de uma sociedade.

Torna - se evidente, portanto, o desafio ao combate do bullying nas escolas brasileiras. Mediante o exposto, cabe ao Ministério da Educação realizar palestras por meio de profissionais capacitados, visando mostrar a consequência que o bullying tráz para a vida de quem o sofre, dessa maneira é esperado que haja uma redução dessa prática tão cruel.