O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 15/05/2021

Na série “Todo mundo odeia o Chris” é contada a história de um jovem americano vítima de discriminação no ambiente escolar por não pertencer aos padrões socialmente aceitos. Fora da ficção, esse cenário não é diferente já que casos de “bullying” e “cyberbullying” são cada vez mais frequentes nas escolas brasileiras isso ocorre porque a sociedade pós moderna banaliza casos de violência simbólica contra os que se encontram à margem dos padrões panópticos de corpos dóceis atuais. Por esse motivo, é de extrema importância combater a opressão da diversidade humana a fim de mitigar casos de violência.

É importante dizer que é a violência simbólica a responsável pelo bullying vivenciado pelos estudantes brasileiros. Prova disso, é o conceito de Pierre Bourdieu que explica as origens dos preconceitos sociais e a aceitação da violência contra o outro desde que esse seja pertencente da parte marginalizada da sociedade- violência simbólica- é naturalizar a depreciação do indivíduo que não atende aos arquétipos privilegiados. Por isso, criou-se no país a ideia de que aqueles que não seguem os padrões preexistentes merecem ser castigados a fim de garantir a homogeneização social. Tal análise, deixa evidente que é preciso lutar para a dissolução dessas ferramentas de controle e opressão de forma para reduzir a redução de “bullying” no Brasil.

É válido ressaltar que o “cyberbullying” é resultante do modelo panóptico implantado socialmente. Em comprovação a esse ideia tem-se o conceito desenvolvido por Michel Foucault: Corpos dóceis, que consiste na capacidade das ferramentas de controle- panópticos- de manipular e moldar como personalidades com o objetivo de homogeneizar os necessários para facilitar a manipulação de política dessas. Nessa esteira de pensamento os usuários das redes sociais, que são ferramentas de controle, não chegam ao estágio de corpos dóceis, logo, partilham de pensamentos e aparências semelhantes e por consequência aqueles que se expressam de forma diferente são mortos de “cyberbullying”. Dessa maneira, fica explícita a necessidade de dissolver os moldes panópticos sociais para a extinção do controle social.

Infere-se, portanto, que, para que o “bullying” e o “cyberbullying” no âmbito escolar seja extinto faz -se preciso combater a opressão exercida pelas ferramentas de controle contra a diversidade humana. Por conta disso, cabe às instituições de ensino-principais responsáveis ​​pelo desenvolvimento da inteligibilidade do corpo social- a criação de rodas de conversa mediadas por sociólogos e psicólogos para instruir e alertar sobre ferramentas de controle da atualidade e seus impactos na construção da aceitação social a fim de reduzir casos de “bullying” e “cyberbullying”. Agindo assim, diferentemente do personagem da série “Todo mundo odeia o Chris” os jovens brasileiros desfrutar de um ambiente mais inclusivo.