O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 24/05/2021
O sucesso cinematográfico “Extraordinário”, que conta a história de uma criança que sofre bullying por sua condição de saúde, trás a um assunto recorrente nas escolas brasileiras. Fora da ficção é possível ver claramente ações variadas que semeam, não só intolerância, mas também desprezo e ódio ao diferente. A parti disso, deve-se discutir o papel das escolas frente a essas hipóteses, visto que são nelas onde se originam a maioria desses casos.
A princípio, o despreparo das instituições de ensino para lidar com o bullying frágiliza o combate prática. Nesse viés, segundo a pesquisa realizada pelo portal G1, os especialistas afirmam que as escolas brasileiras não estão preparadas para desenvolver o assunto, a não ser de forma pontual e de maneira superficial. Dessa forma, sem a devida capacitação a tendência é que as instituições se tornem isentas perante um caso de intimidação sistemática.
Além disso, pode se afirmar que o desrespeito ao próximo é fruto de uma má-educação social. Conforme a Constituição Federal de 1988, são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. No entanto, o cyberbullying -bullying virtual- contribui para a violação desse direito, uma vez que por meio do anonimato ofensas, injúrias, difamações são espalhadas rapidamente pelas redes sociais. Desse modo, enquanto a juventude não for disciplinada com base nos direitos civis, esse problema continuará assolar a sociedade.
Logo, para minimizar as hipóteses retratadas pelo filme “Extraordinário”, esse impasse precisa ser solucionado. Portanto, o Ministério da Educação em parceria com ONGs, devem desenvolver projetos que visam a capacitação do corpo docente - do primário até os últimos anos do ensino médio- para lidar com os casos de bullying e cyberbullying a nível nacional, por meio de cursos e palestras sobre o tema, com uma cooperação de especialista, pais e psicólogos. Ademais, a escola devem orientar os alunos em relação aos direitos civis baseados na Constituição Federal, e também promover projetos para a propagação da tolerância. Com isso, espera-se que a intimidação sistemática venha ser gradativamente combatida.