O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 25/05/2021
No filme “Estraordinário”, é contada a história de um garoto que nasceu com uma deformidade facial, aos dez anos ele passa a frequentar a escola, onde ele enfrenta problemas com a altoaceitação, baixa autoestima e o bullying por causa de sua aparência. Assim como no filme, a realidade também é cruel, o bullying tem levado pessoas a cometerem suicídio e/ou assassinato, podendo estar presente na internet, na escola, em uma roda de amigos, entre outros. Por isso, as escolas devem falar mais sobre o assunto e as redes sociais devem evitar que as ofensas sejam propagadas.
A priori, é importante lembrar que, algumas vezes a intimidação é tão sutil que pode acabar passando despercebida, porém, as consequências podem ser devastadoras. Nos últimos anos, graças a Internet, os índices de bullying têm crescido, já que é mais fácil descontar as frustrações em um ambiente em que se pode fazer o que quiser e depois sair sem deixar rastros, dando origem uma das ramificações do bullying, o cyberbullying. De acordo com estudos do Instituto de Pesquisa Ipsos, o Brasil é o segundo país com mais casos de Cyberbulying contra crianças e adolescentes. Tais dados mostram que o nosso país deve dar maior atenção ao assunto.
Ademais, vale ressaltar que, o ser humano é uma espécie extremamente sociável, ou seja, existe a necessidade de comunicar-se com outras pessoas ou ser aceito pelos que estão ao redor, quando excluído ou desprezado por algum motivo, o indivíduo pode desenvolver depressão ou baixa autoestima, resultado de um instinto básico negado, em casos mais extremos pode levar até mesmo a morte. De acordo com dados do Journal of the American Academy of Child e Adolescent Psychiatry, adolescentes de 12 a 15 anos que passaram por traumas relacionados a bullying têm risco de suicídio triplicado. Essas informações mostram a seriedade do problema.
Em suma, as pessoas precisam ter maior conciência sobre as ocorrências e consequências do bullying. Para tanto, as escolas devem oferecer mais informações aos alunos e pais a respeito do tema, além de investir em palestras antibullying e treinar os professores e funcionários para perceber esse tipo de violência, e intervir sempre que possível. Por sua vez, as redes sociais como Facebook, Whatsapp, Twitter, Instagram, entre outros devem estar atentos a postagens ofensivas , apagando tais postagens e advertindo o responsável por elas. Dessa maneira, os índces de todo tipo de bullying irão diminuir, tornado a vida das pessoas mais agradável.